Gorrinho vermelho

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Uma menina de gorro vermelho, encantada com seu próprio destino e o desafiou!

 

 

Gorrinho vermelho!

Desde criança morava com a avó materna!

Sua mãe separando do seu pai arrumando outro homem foi se embora e a deixando com sua avó, nunca mais voltou nem para visitar a filha.

Agora completando quinze anos ajudava a avó arrumar tudo para se mudar pra fazenda que sua avó comprará vendendo a casa da cidade!

Estava feliz, muito feliz, adorava o verde das matas, as galinhas e vacas, cantava de tanta felicidade, enquanto arrumava suas roupas em malas.

O carro parou em frente à velha casa e muito grande com um enorme porão embaixo de dar medo de entrar lá.

O curral ficava á frente da casa que era toda cercada por arames farpados!

A mulher do vaqueiro veio correndo ajudar as duas a retirarem as coisas de dentro do carro,

Mariana corria por todo lugar de tão feliz, abraçava as vacas assustadas com seus abraços e beijos. Mais tarde conheceu o filho único do vaqueiro, um rapaz moreno escuro, alto, magro, de cabelos lisos,parecia um índio, ele apresentou cada canto daquele lindo lugar para a menina de cabelos negros até os ombros, pele alva, não muito baixa,seios pequenos e firmes e muito alegre, não esqueceu de lhe mostrar nada.

Andaram a cavalo e foram até o rio onde ela nadou e ele vigiando para que não se afogasse.

Saindo de dentro da água se secou com uma toalha, Leonardo a olhava apaixonado, desde o primeiro momento se apaixonou pela linda garota que vestia sempre um gorro vermelho na cabeça á deixando mais linda.

Ele tirou sua atenção dela e olhou na direção que ela apontou o dedo do outro lado do rio:

__Nossa que casa linda, quem mora ali?

Ele ficou em silencio por um instante, ela até pensou que ele não ia responder, vestido calça jeans surrada, uma blusa xadrez calçava sempre botas de cano alto, ia andando pela estradinha que levava até a casa da fazenda ele respondeu andando atrás dela:

__Nunca atravesse o rio, jamais toca os pés naquela terra, dizem que ninguém volta quando atravessa o rio ou pisa naquelas terras!

Ela soltou uma gargalhada parando de andar e se virando de frente para ele:

__E quem mora lá?

Eles viraram observando a casa do outro lado do rio:

__Ninguém descobriu até hoje quem mora lá e quem é dono desta fazenda, quem cuida dela é um velho vaqueiro, mas ele não fala nada sobre o patrão, todos têm medo dele!

Ela se virou e continuou andando em direção sua casa e disse:

__Conversa pra boi dormi, deve ser um velhinho que não consegue andar que mora lá.

Terminando a conversa continuando a andar em silencio o rapaz a seguindo e pensado.

 

Chegando em casa gritou pela avó que veio ver o que a neta queria, entrando na varanda da cozinha perguntou para a avó que limpava suas mãos no velho avental:

__Vovó Zilda de quem é aquela casa lá?

Mariana percebeu que a velha empalideceu com sua pergunta e a avó respondeu para a neta, mas olhando para Leonardo como que dizendo cuide dela para não ir ali:

__Minha linda netinha, prometa que nunca atravessará o rio?

A neta sem se importa muito balançou a cabeça como afirmando tudo, a avo ainda te pediu outra coisa que até então nunca tinha pedido:

__Minha neta, nunca fale com estranhos desta redondeza, ande só na companhia de Leonardo, ele cuidará de você!

Mariana estranhou tantos cuidados, pois era muito grande a fazenda e ali quase não aparecia estranho, a entrada da fazenda era lá na frente, muito distante da estrada, mas não disse nada e entrou sentando á mesa enquanto a avó lhe servia o almoço.

Mariana se apaixonou com aquela linda fazenda, andava por todo lado feliz e sorridente.

Leonardo cada dia mais apaixonado ficava por conta de vigiar-la tornando seu trabalho.

À noite a avó sentava numa cadeira de balanço tricotando sempre um novo gorrinho vermelho para a neta que amava.

Andava a cavalo banhando depois o cavalo suado que carregava o corpinho frágil dela.

Estava muito feliz vivendo naquele lugar de muita paz e amônia!

 

 

Mas numa bela manha foi até andar pelas matas sem a companhia de Leonardo, montada no seu cavalo todo negro, levantou antes da avó acordar e saiu.

Entrava mais fundo dentro da mata, esquecendo do que a avó e Leonardo haviam alertado.

Avistou uma ponte de madeira e foi até ela, o rio lá embaixo corria manso, o cavalo parou e não quis andar sobre a ponte que parecia muito velha, então ela desceu amarrou o cavalo e caminhou sobre a ponte que rangia a cada passo seu.

Sem medo atravessou a ponte, ia voltar, mas, viu uma casa bem distante e curiosa foi até lá, caminhava numa estrada de dois lados no meio uma trilha de mato.

 

A casa era de madeira, com uma pequena varadinha á frente, em cima o sótão com uma enorme janela de madeira.

Assustou quando ouviu um ranger e a porta se abriiu sozinha, teimosa aproximou e olhou para dentro com o corpo do lado de fora.

Entrou devagarzinho e viu uma escada que dava para cima como uma serpente enrolada no seu próprio corpo.

A porta fez um estrondo se fechando sozinha, voltou tentado abrir-la forçando o trinco e sem conseguir voltou a observar a alta escada, de repente tudo se apagou, ficando completamente escuro, gritou ao sentir mãos geladas tocando seus braços, seu corpo foi levantado, esperneava pedindo por socorro, enquanto subia as escadas nos braços de alguém que não podia enxergar, estava escuro.

Desesperou ao lembrar-se das palavras de Leonardo: “nunca pise naquelas terras”, tinha atravessado a ponte, só agora lembrava que depois da ponte era o outro lado do rio.

Subia cada vez mais as escadas, parecia não ter fim.

Subia e subia, ninguém aparecia para lhe salvar, gritava e gritava, batendo as pernas, de nada adiantava, não a soltava e o pior, estava escuro, numa escuridão completa, não dava para enxergar nada, só se ouvia sua própria voz pedindo socorro e que a soltasse.

Arrependeu em teimar com a avó e com Leonardo que ficava andando atrás dela, por onde ela fosse ele preocupado e com medo de algo acontecer com a bela jovem.

Agora estava ali e com muito medo, o coração batia rapidamente dentro do peito e a escada parecia não ter fim, pois subiam e subiam!

 

Seu corpo foi jogado em algo macio, e mal caiu algo avançou sobre seu corpo, ouviu o rasgar de tecido, era seu vestido que estava sendo rasgado.

Gritou quando percebeu que estava completamente nua e um corpo subiu sobre ela e a possuiu, a mente querendo apagar, mas levantou a mão e tentando empurrar para trás, mas, ao sentir pelos nas mãos gelou toda e paralisou deitada, tudo aconteceu até que a mente apagou por completo.

 

Acordou tentando levantar, percebeu que estava jogada próximo ao cavalo onde amarrou com medo dele fugir e deixá-la ali sozinha, ia ter que andar muito até a casa da avó se ele fugisse.

Levantou sentindo dores por todo o corpo, as vestes rasgadas até o gorrinho vermelho, todo despedaçado, com muito esforço subiu no cavalo e saiu dali às pressas e chorando.

 

Entrou no seu quarto, sua avó ainda dormia, vestindo outra roupa cobrindo os machucados do corpo.

Não ia contar pra ninguém o que tinha acontecido, mesmo porque não iam acreditar nela e tinha muita vergonha, foi violentada por algo e não sabia nem o que era o corpo todo peludo.

 

Mas tarde saiu do quarto, a avó preparava o almoço e lhe beijou a testa, ela foi para fora.

Da varanda viu Leonardo tirando o leite das vacas, debruçou sobre o alpendre e chamou por ele:

__Leonardo, venha aqui.

Ele deixou o balde com leite de lado tirando o banquinho amarrado na cintura, pulou a cerca do curral e veio até ela que saiu da casa.

Contou tudo para o rapaz que estava ouvindo em silencio.

Ela segurou seu rosto e chorando lhe perguntou?

__O que faço agora?

Ele a olhou, pensou e pensou e depois disse:

__Não conte a ninguém o que aconteceu, sua avó não vai aquentar, ela anda muito adoentada.

Mariana arrepiou no que viu, seus olhos fixo ali!

Não sabia o que dizer ou se saia dali correndo, a pele cheia de caroçinhos do arrepio que sentia.

Segurava o rosto do jovem com as duas mãos, e entre seus dentes tinha fios de linhas de cor vermelha.

Eram fios do seu gorinho!

Não… Não pode ser!

Meu Deus!

Foi ele!

Soltando o rosto do rapaz saiu sem lhe dizer uma palavra, ele ficou ali em pé só observando!

Deitada na sua cama com o quarto trancado a chave pensava como iria resolver tudo.

As escolas começavam na manha seguinte, sua avó a levava de carro, a deixando no portão e voltava para a fazenda só voltando para buscar-la.

 

Nem conseguia estudar os pensamentos não á deixava prestar atenção na aula.

Como contar para a avó o que estava acontecendo se nem ela sabia realmente o que estava acontecendo?

No recreio, se juntou a sua amiga de infância e perguntou à amiga se ouviu falar algo sobre aquela região onde estava morando e o que a amiga respondeu a assustou ainda mais:

Dizem que ali vive um homem lobo, que ataca quando atravessa o rio, lá tem uma casa onde ele mora e mata as pessoas que entram lá.

Vendo a palidez de pavor de Mariana a amiga tentou tranqüilizar:

__Fica com medo não estas historias existem há anos e é só lendas.

Mariana fingiu se calma e voltaram para a sala de aula, acabará o recreio.

A noite caiu e tomando coragem foi até a casa do vaqueiro e chamou Leonardo que dormia muito cedo, mas quem apareceu foi à mãe dele e disse:

__Leonardo não está ‘’gorro vermelho’’ saiu dizendo ir até a cidade e que voltava já.

Todos a chamavam de gorro vermelho, saiu estranhado porque Leonardo sempre sumia ao anoitecer.

Ficou na varanda até tarde esperando por ele, a avó já estava dormindo.

Viu quando um cavalo apareceu bem distante, percebeu que era o cavalo de Leonardo e ele montado.

Esperou que descesse do cavalo e o chamou;

__Leonardo!

Ele se virou assustado, pois já passava da meia noite, ela andou até ele e foi logo falando:

__Foi você!

Ele a encarou perguntando:

__Fui eu o que?

Ela o encarou e falou:

__Foi você quem me agrediu e violentou naquela casa do outro lado do rio!

Ele abriu os olhos surpresos e ela continuou:

-Não adianta fingir de assustado, foi você, eu vi pedaços do meu gorro vermelho nos seus dentes!

Ele a olhava e assustado, ela também olhava esperando uma resposta e ele respondeu:

__Eu falei para não ir até lá!

Ela perguntou afastando para trás:

__Foi você?

Ele caminhou rápido na sua direção e segurou seu braço direito gritando:

__Falei para não ir naquela casa e não atravessar o rio!

Eu falei, eu falei sua teimosa!

Ela puxou seu braço num arranco e saiu correndo apavorada, trancou a porta da sala e entrou no seu quarto o trancado, deitando e puxando o coberto cobrindo pé e cabeça.

Acordou com batidas na porta, levantou e foi abrir, era sua avó que lhe disse:

__Leonardo está te chamando!

Ela voltou e vestiu roupas de frio, estava muito frio e ventava muito, colocou o gorro vermelho e saiu do quarto.

Leonardo a esperava em pé na varanda, era um bonito rapaz muito jovem, 23 anos, educado e respeitava todos.

Ele a para andar á cavalo e mesmo com o frio gelado ela montou no seu cavalo e o acompanhou.

Ele parou em frente ao rio, não desceram, ficaram em silencia e ele quebrou o silencio falando:

__Não sou filho do vaqueiro e nem da mulher ele, me encontraram jogado ainda bebe do lado de cá próximo a ponte. Quando tinha sete anos atravessei a ponte e fui até aquela casa, ai me virei nisso ai que sou, não sei o motivo mas, juro, não queria te machucar jamais e a ninguém.Quando dou por mim, estou lá dentro, ou vagando aquela fazenda em forma de lobo.

Mas fora daquelas terras não transformo num lobo e muito mal por sinal.

Ela ouvia em silencio, não teve medo, começando a chorar desceu do cavalo, andou até o rio e ficou olhando para a casa do outro lado o rio:

__E se queimamos aquela casa?Talvez você não voltasse a virar esta coisa.

Ele descendo do cavalo respondeu:

__Não posso ir até lá, eu te faria mal! Aqui estou mais seguro!

Ela virou e respondeu:

__Então eu vou lá e taco fogo em tudo!

Ele quase gritou:

__Não, Você não pode ir até lá, eu sentiria você atravessando o rio e te farei al, não te matei como as outras pessoas porque me apaixonei com você!

Ela ouviu ele se declarar, sabia que o amava também e o chamou de volta para a fazenda.

Mariana chamou sua avó, já era muito tarde da noite e contou tudo á ela que acreditou no que a neta lhe dizia, as duas então decidiram acabar com aquilo tudo.

A avó levantou as cinco da manha chamando a netinha que acordou se vestindo e montaram em cavalos saíram em direção ao outro lado do rio.

A porta abriu-se e as duas entraram, a avó com um revolver na mão e atirou quando algo apareceu agarrando a netinha, ouviu se uns uivos e as duas se agarraram, abraçando uma na outra, a velha com a arma apontada, tudo estava escuro, mas de repente a luz acendeu e viram Leonardo segurando o seu braço onde tinha acabado de levar um tiro, então ele falou:

__Subam e o mate, ele não consegue se levantar, está muito velho!

A velha subiu sozinha, Leonardo puxou Mariana para fora, e se ouviu um tiro, depois outro e mais outro, Mariana queria entrar para saber o que acontecia com sua vovó, mas Leonardo não deixou, a casa começou a pegar fogo que ficava mais alto a cada instante, as chamas muito altas Mariana gritando pela avó enquanto tudo ardia em chamas.

As chamas foram se abaixando depois que queimou a casa toda, Mariana assistia sentada no gramado tristemente, a voz de Leonardo zoava como uma musica triste:

__Meu pai homem-lobo matou minha mãe que antes de morrer me deixou depois da ponte, esta fazenda foi amaldiçoada por homens-lobos de geração a geração, agora com meu pai morto e a casa queimada nada de ruim acontecera a ninguém mais, sem ele eu não me transformo!

Ela levantou o agarrando pelo pescoço enfiando as suas unhas na carne, gritou desesperada:

__Fala em você e minha avó? Quem vai trazer-la de volta?

Gritava desesperada, ela o abraçou, ele a puxou e tirou ela dali, os dois caminharam até os cavalos, montaram e saíram dali e nunca mais voltaram!

 

 

 

 

FIM

 

 

Branca como a neve e os setes irmãos

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Branca como a neve e os setes irmãos!

Uma vida miserável e uma madrasta ruim!

 

Branca como a neve e os setes irmãos!

A noite caia deixando o lugar triste e solitário.

Ouvia o pai bater o feijão espalhado no quintal, deitada numa cama feita de madeira pelo pai, com um colchão muito fino.

A madrasta não gostava dela que fazia todo o trabalho da casa e cuidava dos seus três irmãozinhos, enquanto a madrasta ajudava o pai na roça.

Sua mãe morreu ao lhe dar a luz e por isso o pai parecia culpar-la pela morte da mãe, a tratando com muita frieza, nem conversavam, só para dar-lhe ordens.

Ela trabalhava duro e tinha que cuidar dos seus irmãos filhos da madrasta e do seu pai.

Norma era chamada de Branca pela cor da pele que de tão alva tinha aquele apelido.

Com quinze anos tinha obrigação de uma mulher já adulta.

Adormeceu sabendo que uma manha de muito trabalho a aguardava.

 

A madrasta era muito ruim e não via valor nenhum nos afazeres de branca, reclamava de tudo e o pai falava mal ouvindo as reclamações da madrasta!

Lavava a roupa no rio que por sinal era muita.

O sofrimento parecia não ter fim, mal dependurava toda roupa ia para o fogão a lenha fazer toda comida que dava para as crianças em seguida ia arrumar a casa feita de palha e chão batido.

Deitava cedo para acordar cedo.

Sempre ouvia a madrasta dizer baixinho:

__Um dia ainda dou um jeito de esta menina desaparecer daqui!

O pai ouvia e não falava nada em proteção da filha.

Numa noite muito fria o pai fez uma enorme fogueira com grossos troncos e todos se sentaram ao redor da fogueira comendo batata assada. assustou ao ouvir trotes de cavalos,pois branca temia tudo  todos, sete homens desceram dos cavalos se sentaram junto do pai de Branca e a madrasta.Branca ouvia toda conversa sentada num tronco sozinha afastada de todos, eram todos setes irmãos e moravam numa fazenda próxima herdada pelos pais já falecidos.

Um dos jovens observava de longe a linda menina de pele clara, o cabelo longo de cor negro realçava a tanta beleza invejada pela madrasta percebendo o olhar do jovem, mandou Branca ir dormi para acordar muito cedo na manha seguinte, branca levantou e saiu sob o olhar do jovem.

Branca decidiu fugir naquela noite, nada seria pior que viver escravizada pelo pai e a madrasta, nada podia ser pior que aquela vida, por isso juntou suas velhas roupas num pano e decidiu fugir quando todos deitassem para dormi.

 

Ouvindo roncos do pai, levantou e andou em direção a porta da cozinha, ia abrir-la, mas estremeceu ao ouvir uma voz:

__Branca!

Era uma das crianças que tinha acordado, ela foi até a criança e ele lhe pediu água, ela pegou a caneca encheu de água num pote entregando a criança, sentando esperando ela ir deitar para fugir, então a criança lhe perguntou:

__Você vai embora Branca?

Ela colocou o dedo na boca lhe pedindo silencio:

__Fale baixo, vou sim, mas um dia volto para ver-lo!

Ele falou tristemente:

__Mamãe é muito má com você né?

Branca não respondeu, o levou para a cama cobrindo seu corpinho com um velho cobertor lhe deu um beijo na testa e saiu.

Branca entrou na mata fechada sem medo de encontrar uma onça ou algo pior, ouvia falar que na mata existia muita onça, cobras gigantes e todos os bichos perigosos, mas corria e corria na escuridão que dificultava ainda mais sua fuga.

Tinha andando muito, estava acostumada a andar, pois às vezes ia com o pai até a cidade que era distante e não se cansava, então devia ter andado muito, pois estava cansada e suada, mas não parou com medo do dia chegar e seu pai descobrir sua fuga e ir à busca dela montado num cavalo.

O dia já amanhecia quando avistou uma casa e caminhou em sua direção.

Empalideceu ao aproximar da casa e um cachorro muito grande abriu os dentes como que ameaçando ela.

O cachorro rosnava e latia, ela ficou parada e pensando ser seu fim, mas alguém gritou de dentro da casa:

__Cale a boca cachorro!

A casa rodeada por uma varanda com muitas celas de cavalos jogadas no chão, era muito bonita e de gente rica, assustou quando uma luz acendeu e a porta se abriu.

Reconheceu o homem que a observava naquela noite na casa do seu pai, ele ficou ali em pé como se não acreditasse no que via a sua frente.

Percebendo que a garota era uma fugitiva, a convidou para entrar que entrou timidamente.

A casa estava muito bagunçada, ele a levou para um quarto onde se deitou exaustiva dormiu!

O rapaz deitou pensando o que ia fazer com a menina, sabia da madrasta que a maltratava, mas não podia deixá-la na casa, pois tinha sete irmãos e ela era só uma menina para viver em companhia de tantos homens, decidiu que a levaria embora e lhe entregasse para seu pai quando amanhecesse e dormiu.

Acordou levantando e lembrando que tinha que levar a menina para seus pais.

Assustou quando saiu do quarto entrando na sala que estava limpa, um cheiro de café fresco evaporou pelo ar, foi até a cozinha e viu a menina coando o café e a cozinha muito limpa, não limpavam aquela cozinha que fedia lixo podre, agora muito limpa e em cima da mesa tinha bolo quentinho e roscas, ele se sentou enchendo uma xícara do delicioso café e comeu muito.

Os irmãos assustaram quando entraram na cozinha e viu a menina, a cozinha limpa, café fresquinho e comida na mesa, o irmão mais novo explicou tudo e eles se sentaram comendo e bebendo o café.

Depois disso saíram para avisarem a família de Branca que ela estava na casa deles.

Desceram do cavalo e quem os recebeu foi à madrasta da menina.

O rapaz mais jovem falou que sua filha se encontrava na casa deles, a mulher foi muito grossa ai dizer:

 

 

__Pois diga a ela que se voltar para esta casa, arrancarei seu coração e suas tripas e comerei cozidos no jantar!

O jovem arrependido por ir até aquele lugar, pensando fazer o bem, caminhou até seu cavalo chamando seus outros seis irmãos que montaram também, o mais jovem antes de se virar falou para a mulher malvada:

__Pois se tentar tocar num fio só dos cabelos dela, farei à senhora dançar com sapatos de ferro em brasa até que morra!

Os irmãos gritaram:

__Isso mesmo sua bruxa velha!

E saírem dali, gritando com os cavalos deixando a mulher assustada, pois ninguém nunca defendeu sua enteada como aqueles rapazes.

Quando o pai de Branca entrou perguntando se a filha havia aparecido ela disse:

__Nem sinal daquela preguiçosa!

O velho levantou a cabeça encarando a mulher de coração ruim, lembrando que Branca já teria cuidado de tudo e da comida, olhou para o fogão apagado e para a casa toda suja e com roupas espalhadas, sua filha cuidava de tudo, das crianças e aquela mulher a maltratava.

Foi para fora da casa e sentiu saudades da filha que nunca falou para ela uma palavra de carinho.

 

Branca estava feliz vivendo naquela casa e cuidava de tudo, mas nenhum deles lhe exigia nada, lhe comprava muitas roupas, sapatos e presentes.

João o irmão mais novo se apaixonou pela menina de pele branca que era muito mais jovem que ele, tinha vinte e sete anos e queria Branca como sua esposa!

Numa certa noite estava todos sentados na varanda, o irmão mais velho tocando o violão, enquanto Branca ouvia em silencio sentada do lado de João que mais tarde confessou seu amor por ela que feliz aceitou casar-se com João, mas seu irmão do meio não gostou nada da idéia, pois também amava Branca que escolheu João o amando, o rapaz saiu enraivecido, todos sabiam o porquê, menos a ingênua Branca.

O irmão do meio era ruim, matava animais sem piedade nenhuma e matava por prazer de ver o animal agonizando, Pedro tinha o coração tão ruim quando o do pai que matando sua amada suicidou em seguida deixando sete filhos sozinhos, o irmão mais velho cuidou de todos trabalhando e ensinando todos a trabalharem.

José, Roberto, Divino, Pedro, Cássio, Carlos e João trabalhavam na fazendo muito grande, tirando leite do gado e plantando.

Só Pedro que era ruim e quase nem conversava, ficava num canto emburrado e só falava para elogiar a comida ou algo feito por Branca a noiva de João!

Invejava João por ter aquela linda mulher como namorada e noiva, Branca cuidava de todos eles, mas amava João, os outros irmãos apoiavam o amor dos dois e cuidavam da noiva do irmão mais novo que lavava toda roupa, limpava a casa e fazia a comida muito gostosa.

João e branca se casaram e oi a maior alegria naquela manha, muita comida e bebida com musica, só o irmão do meio que saiu antes que o casamento acontecesse.

Tarde da noite foram para o quarto com moveis novos e ali fizeram amor.

João se deliciou entre os braços da menina que de tão alva parecia uma neve, beijava-a por todo corpo, os seios empinados e o corpo perfeito lhe tirando suspiros de desejo!

 

 

Meses depois branca esperava o primeiro filho.

 

 

Como a inveja atrapalha quem está feliz, Pedro odiava a felicidade do casal a cada dia que se passava.

Acordou numa certa manha, sentou e tomou o café servido por branca e saiu montado num cavalo.

 

Pedro tramou juntamente com a madrasta de Branca em seqüestrar-la, a madrasta a odiava porque seu pai adoeceu sentindo a falta da filha.

Então tramaram em seqüestrar branca.

 

Pedro chegando em casa fingindo se abatido, deu a noticia para Branca que seu pai estava morrendo, Branca ficando apavorada deixou que seu cunhado a levasse montada no seu cavalo até seu pai, pois João estava trabalhando.

 

 

Branca só percebeu ser uma armadilha quando descendo do cavalo segurando a barriga muito grande, foi agarrada pela madrasta e levada para um quarto de palha nos fundos da casa feito para manter-la.

 

 

João chegando em casa topou Pedro e os outros irmãos preocupados, contando a noticia que Pedro avisou sua esposa do pai doente, Pedro disse que ela saiu em direção à casa do pai. João e seus irmãos saíram em busca de Branca.

Chegando à casa do pai de Branca bateram palmas e a malvada madrasta apareceu, dizendo que Branca não tinha aparecido lá não.

Os sete irmãos iam montar no cavalo novamente, mas uma criança veio ao encontro de João e lhe perguntou?

__Está procurando minha irmã Branca?

João disse que sim, a criança mostrou com um dedinho para os fundos da casa:

__Ela está lá!

Mas a mãe veio rapidamente pegou a criança nos braços e disse:

__Ele é só uma criança, sabe de nada não, fala o que vem pela boca.

Os irmãos fingindo acreditarem saíram montados nos cavalos e pararam mais a frente, voltando todos a pé, menos Pedro que continuou caminhada no seu cavalo.

Os seis irmãos foram para o fundo da casa e ouvindo gritos se esconderam observando de onde vinham os gritos, lá estava à madrasta na porta de um cômodo feito de palha gritando e xingando alguém:

__Coma sua vagabunda, vai morrer ai, pensa que só você pode ser amada nesta vida?

João e seus irmãos ouviram um pedido de socorro, era a voz da Branca, os irmãos agarraram a velha bruxa por traz e João abriu a porta tirando sua amada dali.

Antes de colocar branca no cavalo, João voltou e ajudou seu pai a subir no cavalo de um dos irmãos, terminando de fazer isso voltou e chicoteou a velha má por todo o corpo, só parou porque as crianças choravam.

Branca cuidava do pai e dos irmãos de João que amava ela como uma irmã.

Pedro se matou ao ver o irmão voltando para salvar Branca.

João e branca tiveram muitos filhos e viverão felizes… Muito felizes e nunca mais se ouviu falar na madrasta malvada!

 

 

FIM

 

 

  EU SOU A… RAPUNZEL

 

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Uma menina sequestrada ainda criança e um menino apaixonado a transformou em Rapunzel!

 

 

Eu sou a Rapunzel

Quando crianças eles brincavam juntos na rua, era vizinho, um morando de frente o outro!

Ele moreno claro, ela de pele branca, cabelos cor de mel, tão longo que cobria toda suas costas descendo quase arrastando no chão!

Ainda eram crianças e amigos, a noite caia escurecendo as ruas da cidade, as casas iluminadas por velas, só um que tinha luz elétrica, crianças brincando fazendo a maior gritaria,quando entardecia os pais chamavam as crianças para irem dormi,elas se despediam uma da outra e entravam cada um na sua casa.

Ele tinha uma enorme casa e muito linda, seu pai era dono de muitas fazendas, era uma criança rica, podia namorar outra criança também rica como ele.

Mas ele a queria.

Tão pobre era a menina de cabelos muito longos que sentava no batente da porta comendo o arroz puro feito pela mãe que a obrigava a voltar para dentro com vergonha dos vizinhos a vendo comer aquela pobre comida.

Ela ficava sentada ali no batente da porta, às vezes vestia só calcinha, outra uns vestidinhos rasgados doados por alguém, a família sempre ganhavam doações de outras pessoas, tinham dois filhos; Sander o menino que era mais velho, doze anos e Catarina que tinha cinco anos.

Catarina era a mais bela criança da cidade, sua mãe não cortava seu cabelo por ter feito uma promessa no dia do seu nascimento, a pele alva e os olhos claros assentavam com a delicadeza da criança.

Cristiano era filho de fazendeiros muito ricos, tanto a mãe como o pai, por ser filho único os pais faziam a vontade do filho de oito anos.

Sabendo da admiração do filho pela linda criança o pai de Cristiano foi até a casa de Catarina fazer uma proposta o pai da bela menina que ainda era uma criança.

Sentou se num banco comprido de pau, único móvel da família, lá fora a mulher fazia o café soprando o fogão à lenha, a roupa encardida.

O senhor sentou se juntamente com seu Donirval, homem muito respeitado pelas riquezas que tinha,

E foi breve no que queria ali, disse ao pai de Catarina que guardasse sua filha para seu filho e quando os dois tivesse idade casariam:

__Nós fazemos o casório dos dois assim que eles crescerem, meu filho ama sua filha seu Joaquim e por ser meu único filho vim aqui pedi a mão da sua filha.

Para a surpresa do seu Donirval o pai da Catarina falou fumando um cigarro de palha:

__Sabe seu Donirval, ela é só uma criança, sabe de nada não, quando crescer ela mesma vai decidir com quem casar,isso eu não posso decidir não.

Seu Donirval sentiu uma raiva subir lhe e queimar o rosto que ficou vermelho, então ele propôs ao homem muito pobre:

__Dou lhe um pedaço de chão para plantar e em troca dar a mão da sua filha para meu filho.

Catarina brincava no chão com umas velhas bonecas de pano feita pelo avo, o pai mandou que a mulher a tirasse dali e levasse para quarto, como com medo de ser roubada e respondeu para o homem rico:

__Tem preço não seu Donirval, pai não vende filho não, ela vai casar com o rapaz que quiser quando tiver idade.

Seu donirval levantou enraivecido e foi se embora dali.

Mas ao dar a noticia o seu filho, ele chorou muito, tanto que os pais cortaram o coração de pena do filho que saiu correndo entrando no seu quarto.

Ele ficava olhando Catarina brincando na rua descalça e vestida roupas rasgada, já não saia do seu quarto para brincar, só ficava ali vigiando ela, lá de cima do seu quarto que ficava no segundo andar!

O menino já não comia mais e piorou ao saber que Catarina mudaria dali, pois todas as casas estavam sendo vendidas para construir uma empresa ali.

E foi ai que bolou um plano.

 

Esperou anoitecer e desceu as escadas, ela brincava lá fora com as meninas da sua idade.

Ficou escondidinho atrás do muro da sua casa e quando ela passou correndo próximo ele a chamou baixinho:

__Catarina.

Ela se virou e ele lhe ofereceu um pirulito,ela foi buscar sorrindo,estirou a mão para pegar o pirulito, mas ela foi agarrada, ele tampou-lhe a boca e conseguindo arrastar seu corpinho para dentro da sua casa trancou a porta.

A família de Catarina gritava por ela num desespero tão grande que dava pena de ver, procuraram por toda banda e nada de achar a linda menina.

Catarina chorava encolhida num cantinho do quarto de Cristiano, ele sem saber como fazer para ela se calar, desceu as escadas, antes trancando a porta do quarto dele, foi até a cozinha pegou biscoitos, leite, bolo e queijo, ia retirar, mas a mãe o fez voltar:

__Para que tanta comida meu filho?

Ele não escondia nada que fazia para seus pais, o pai parou de ler o jornal e fitou o filho sob os óculos como que esperando uma resposta e o filho deu:

__Pai, mãe eu sequestrei Catarina.

A mãe deixou os pratos de louça cair das mãos e espatifar no chão, o pai continuava a observar como que parado, ou hipnotizado, Cristiano falou:

__Ela ta no meu quarto.

O menino começou a andar em direção as escadas e as subiu sem olhar para traz, pois sabia que seus pais o seguiam.

Ao destrancar a porta, a mãe de Cristiano tapou a boca abafando um grito ao ver a criança sentada num cantinho do quarto do menino, o pai aproximou da criança e abaixou tocando nos seus lindos cabelos longos, a mãe falou:

__Vamos entregar-la antes que chame a policia.

Cristiano gritou desesperado:

__Não, por favor, papai não a leve embora!

O pai sem dizer nada, pegou a comida das mãos do filho e entregou a criança que pegou e começou a comer parecia muito faminta, o pai disse sem olhar para ninguém, só para a criança:

__Ela vai ficar,eles não têm condições de cuidar e tanta beleza e já procuraram por todo lugar e não encontraram, fiquei sabendo do seu sumiço, só não sabia que meu filho era tão esperto assim.

A mulher colocou a mão nos lábios como surpresa com tanto crueldade e suplicou:

__Não faça isso Donirval, eles a ama e vão sentir sua falta, entregue a criança.

O homem se virou encarando a mulher e gritou assustando Catarina:

__Cale a boca mulher, arranco sua língua se contar isso pra alguém.

Voltou fazendo caricias nos lindos cabelos da criança que chorava e comia ao mesmo tempo, se calando.

Seu Donirval tinha muitas terras e uma delas era uma que ficava muito distante dali, um bosque que ninguém entrava com medo de onças e outros bichos.

Mandou ali construir uma enorme casa de três andares e um quarto acima de todos os andares.

Murou tudo ao redor e plantou arvores de grande porte para evitar curiosos.

Catarina acordou com ágüem lhe chamando, era Cristiano, ela dormia ao lado dele numa linda cama cor de rosa.

Ele segurando a mão dela desceu as escadas a ajudando a descer, o pai aguardava lá embaixo, a mãe de Cristiano cobriu a cabeça da menina com um pano branco e levou ela até o carro que estava estacionado na garagem, Cristiano sentou se no banco de trás ao lado de Catarina que tremia de medo, o pai dirigia no banco da frente e saiu da garagem.

A menina virou a cabeça e viu a mãe lá no fundo do quintal cortando lenha, mesmo dentro do carro com a cabeça coberta por um lençol branco e gritou:

__Mamãe!

Cristiano caiu sobre a menina, deitando sobre seu corpinho, escondendo os dois para não serem visto por ninguém e só saiu de cima quando o pai saiu da cidade entrando na estrada de terra que seguia as fazendas próximas.

Ficaram viajando três dias e três noites, a menina dormia e acordava, já mostrando cansaço da viagem.

Catarina acordou ao perceber que o carro tinha parado, levantou do banco do carro onde tinha adormecido, observava curiosa lá fora, estava escuro era noite, Cristiano a ajudou a descer do carro.

Ela ficou em pé, vestida um lindo vestido comprado pela mãe do Cristiano, ele segurando sua mãozinha com os olhinhos brilhantes observando o casaram.

Entraram na casa e subiram até um lindo quarto todo cor de rosa, com uma cama enorme coberta com colchas cor de rosas e pesadas, Catarina mal entrou e correu até uma linda boneca em cima da cama e a abraçou,tinha muitos brinquedos e um enorme banheiro.

O pai de Cristiano o chamou, saíram trancando a porta deixando Catarina ali sozinha.

Na manha seguinte, ela acordou com o sol tocando seu rosto, ficou observando a beleza do quarto, viu uma janela com grades, correu até ela e assustou ao ver a altura em que se encontrava, lá embaixo, tinha muitas arvores que cercavam a estrada da entrada a saída.

Cristiano entrou entregando a Catarina muita comida gostosa que ela comeu tudo sem olhar para ele.

Brincou com as lindas bonecas, fazendo muita bagunça com tudo e quando Cristiano entrou no quarto arrumou tudo no lugar lhe dizendo que era pra ela fazer aquilo quando desarrumasse para brincar.

Tomou banho no banheiro dentro da linda banheira e só saiu quando Cristiano entrou lhe trazendo comida.

Era uma criança e não entendia o que acontecia, sentia muita saudade da sua família, Cristiano tentava cobrir esta saudade com comida gostosa e muito brinquedo e um lindo quarto, para lhe fazer esquecer por um tempo da sua família e ela caia na armadilha, por passar muita fome em casa, ficava muito feliz em comer bolo de chocolate e outras gostosuras, isso a distraia dos pensamentos até sua família.

Brincava sozinho o dia todo com as bonecas, ou dentro da banheira cheia de água morna, Cristiano só entrava ali para lhe trazer comida ou algo!

Soltava gritinhos de felicidade e conversava com suas bonecas de mamãe e filhinha, fazia comidinhas nas panelinhas de plástico em cima do fogãozinho de brinquedo!

Às vezes ia até a janela olhar lá fora, lá longe um rio muito largo se estendia com enormes pedras o rodeando.

 

O tempo passava, a menina de cinco anos crescia e continuava ali sem sair do quarto.

Os anos seguiam os cabelos cresciam com o passar do tempo, chegando a tocar no chão.

Cristiano já não aparecia mais, uma senhora ficou tomando conta dela, lhe entregava tudo num buraco da porta e Catarina nem conseguia ver seu rosto.

Todo ano ganhava um bolo pequeno entregado pela mulher que sempre lhe dizia:

__Feliz aniversario Rapunzel!

Quando criança tinha ouvido as historias infantil e ouvia a da Rapunzel, uma princesa presa numa torre pela bruxa malvada e conheceu um príncipe que subiu nos seus cabelos até a torre e salvou a princesa dali.

Sentia-se ela própria; a Rapunzel!

Ela ficava observando lá fora da janela com grossas grades de ferro, o rio quando chovia enchia parecendo um mar de tão largo, os pássaros pousavam na janela e cantavam para ela que ouvia em silencio.

Acordou ouvindo um barulho de carro, levantou e foi até a janela, o carro parou de dele desceu um belo rapaz e um senhor, ela reconheceu Cristiano que agora estava um rapaz, ela com doze anos, os homens entraram e ela correu para a porta trancada e ficou ali esperando a porta se abrir.

Tinha anos que não o via, ele já não ia ali mais, ninguém ia ver-la.

Sua respiração ficou ofegante ao ouvir a chave destrancando a porta, esperou e quando ela abriu apareceu um lindo rapaz, ele ficou ali em pé a observando, ‘’está muito mais linda’’, pensou e não teve tempo de falar nada, pois foi agarrado pelo pescoço num forte abraço pela linda menina que gritava de felicidade ao ver-lo.

Ele trouxe muitos presentes entregando tudo para ela que nem se importava muitos vestidos e roupas.

Ele percebeu que ela não ligava mais com presentes como antes, demonstrando sua carência por não falar com ninguém e ficar ali presa sem contato nenhum, falava muito só parando para tomar fôlego, contou até dos seus novos amiguinhos, os pássaros que vinham pousar na sua janela buscar comida e cantar.

Ele ouvia, ela inocente, ele com pensamentos impuros sobre seu corpo que se transformava numa linda mulher, a voz dela apreciada por ele, como uma musica a tocar nos seus ouvidos.

Ouvia sem dizer uma só palavra, tocando no cabelo comprido arrastando até o assoalho, a abraçando, ela recebeu o abraço inocentemente, ele beijou seu pescoço sentindo o cheiro do caro perfume que tinha comprado para ela.

Afastou saindo do quarto bem tarde.

Ela viu o carro sair da janela na manha seguinte, Cristiano sentando ao lado do pai olhou para cima e viu a menina sacudiu a mão num aceno que ela correspondeu tristemente.

Os anos passavam e era presenteada por um bolo e a mulher dizendo:

__Feliz aniversario Rapunzel!

Já Não sabia como foi parar ali e nem quem eram seus pais, nenhuma lembrança tinha do passado, só lembrava quando entrou ali na torre e viu as lindas bonecas que ficavam em cima da sua cama, nada mais.

Tinha esquecido de quem era e de onde veio não sabia nada sobre seu passado, esqueceu tudo presa ali por muitos anos e sozinha.

Cristiano não vinha mais ver-la e a solidão lhe atordoava o coração, tirando aquele lindo sorriso do rosto.

Qualquer barulho ia correndo para a janela, mas seu Donirval descia do carro sem Cristiano e não subia para ver-la, só trazendo coisas para ela.

 

Ouvindo barulho de carro, levantou segurando os cabelos e levantando seu peso, foi até a janela, era de manha e chovia muito.

Viu um rapaz de barba descer do carro e o reconheceu; era Cristiano.

Continuou ali observando da janela mesmo quando a porta se abriu e o rapaz entrou estranhando não ser recebido com um abraço.

A moça de dezoito anos continuou ali em pé próxima à janela sem virar, os braços cruzados, o cabelo fazendo um volta no chão de tão longo, vestia um lindo vestido branco.

Ele aproximou e por traz tocou seu braço, a fazendo se virar devagarzinho.

Seus olhos se maravilharam ao ver tanta beleza, as bochechas rosadas pelo sol que tomava todas as manhas da janela, os olhos cor de mel transmitia uma imensa tristeza, desceu os olhos até os seios que cresceram muito, ’’estava muito linda’’, a admirava, mas não ouviu uma só palavra sair da sua garganta, nem viu aquele lindo sorriso nos lábios dela.

Abraçou seu corpo timidamente percebendo que ela aceitou seu abraço, apoderando da carência beijou lhe o pescoço, subindo até os lábios que nunca tinha sido tocado por um homem e a beijou, ela recebeu o beijo ardentemente.

Quando deu por si já estava deitado sobre seu corpo nu e rompendo hímen ouvindo seus gemidos no seu ouvido, beijava os seios grandes e desnudos.

Desceu as escadas depois que trancou a porta, o pai lia um jornal na cozinha, jantaram e entraram no carro saindo dali.

Catarina sem entender o que lhe acontecia, vomitava a todo instante tudo que comia e ficava deitada por não conseguir levantar da cama e sem ninguém para ajudar-la.

Sua barriga crescia a cada dia, não entendi nada, o porquê sua barriga estava tão grande e sem ajuda a barriga estufava e estufava.

Levantava da cama com muita dificuldade para pegar a comida entregue pela mulher que não à via, só cabia uma mão ali.

Numa noite acordou com muita dor, a dor aumentada lhe tirando gemidos, foi até o banheiro tomou um banho, deitou se dobrando com a dor de tão grande.

Sentindo algo lhe rasgar a entranha sentou na cama colocando força para que saísse rápido e viu o algo pular para fora e chorar, ela o segurou com todo carinho, cobriu com um lençol limpando e cortando o cordão umbilical,mas sentindo que outra dor dominava seu corpo novamente deitou o bebe e gemia com a dor que de tão forte desmaiou,acordou sentindo os seios sendo sugados, eram os bebes que de fome encontrou os seios cheios de leite da mãe.

Cuidava dos filhos que cresciam lindos e saudáveis.

Numa noite quente, ao ouvir barulho de carro, foi até a janela, os bebes dormiam. Lá estava Cristiano saindo do carro e seu pai.

Esperou e esperou, ouviu chaves abrindo a porta, a porta foi aberta, ela ficou em pé no meio do quarto escuro com as luzes apagadas, ele foi até o acendedor e acendeu a luz, ia abraçar-la que não recebeu seu abraço, mas ele se virou e abriu a boca num espanto ao ver os bebes dormindo na cama.

Ele aproximou assustado, tocou para ver se era real nos bebes, olhou para ela entendendo que tinha engravidado ela naquele dia e como ela sofreu ali sozinha na gestação e para dar a luz sozinha aos dois bebes.

Assustado foi até a porta a abriu e ia sair quando ouviu ela perguntar

__Porque vai nos trancar aqui?O que fizemos para vivemos trancados?

Foi como uma facada a pergunta, nunca tinha tocado no assunto e agora aquela pergunta, ficou ali sem saber o que dizer então se virou e a chamou:

__Venha!

Ela pegou um dos bebes e ele o outro e desceram as escadas.

Seu Donirval se assustou ao ver o casal entrando na cozinha com os bebes nos braços, levantou da cadeira deixando o jornal em cima da mesa e tocou no bebe que estava com seu filho entendendo o que tinha acontecido sem perguntas ou respostas.

Naquela noite a porta não foi trancada e Cristiano não foi embora dormindo do seu lado e dos bebes!

 

Cristiano não foi mais embora, ficou morando com seus filhos e Catarina naquela grande casa e ela já não ficava presa no quarto, andava pela casa correndo atrás das crianças que cresciam felizes ao lado dos pais.

Até que um dia Cristiano recebeu a noticia da morte o seu pai, pediu para Catarina vestir as crianças, pois iam viajar para velar o corpo do pai.

No velório que aconteceu numa capela, Catarina segurava nos braços sua filha e Cristiano com o menino. Percebendo olhares curiosos na direção de Catarina,ninguém ouvia falar de esposa alguma o jovem e muito menos que tivesse filhos.

Depois do velório, Cristiano andou até o carro abrindo a porta para Catarina e seus filhos entrarem, mas Catarina se voltou ao ver uma moça tocar no braço de Cristiano e perguntar aos gritos:

__Pode me explicar isso Cristiano?Quem é ela?E de quem são estas crianças?

Ele se soltou bruscamente empurrando Catarina com os filhos para dentro do carro e foi para o outro lado, antes de entrar, se virou e respondeu para a jovem:

__Esta é minha esposa e estes são meus filhos!

A linda moça ficou ali em pé boquiaberta, como que surpresa pelas palavras dele.

Foram para uma casa que havia construído para receber seus ilhós, e ali ia ser o novo lar deles.

Com o passar dos anos morando na cidade, Catarina não conversava muito e quando isso acontecia era com o marido, se casaram e tiveram mais um filho.

 

Ia descer para ver se o jantar estava pronto pela empregada, mas parou ao ouvir vozes.

Aproximou e ficou ouvindo o que os empregados cochichavam:

__Ela é a menina Catarina que foi sequestrada há muitos anos, a filha do seu Joaquim e de dona Joana, a quem diga que ela ficou presa por muitos anos e só agora ela apareceu.

Ela se conteve com as pernas tremendo, para não cair, voltou para a sala e as palavras ficavam martelando na sua cabeça:

‘’Ela é filha do seu Joaquim e dona Joana’’, alguma lembrança vinha e saia de uma menina de cabelos muito longo.

Virava de um lado pro outro, nos sonhos uma menina de cinco anos corria brincando e com vestes rasgadas, parou quando um menino lhe chamou com um pirulito na mão a oferecendo e foi buscar o pirulito, gritou quando ele a agarrou.

Toda noite sonhava com aquela menina e a rua sem luz!

Naquela manhã esperou Cristiano sair e pediu para o motorista a levar naquela rua, a rua dos seus sonhos e para seu espanto existia.

Quando o carro entrou na rua dos seus sonhos reconheceu, as lembranças chegavam até ela que pediu para o motorista parar em frente um casebre.

Do outro lado uma linda casa.

Ela desceu o vestido realçando seu corpo perfeito, pessoas saiam na janela para ver a linda mulher que parecia mais uma princesa.

O motorista segurou no seu braço pensando que ia para o casaram, mas ela se virou, andou até o casebre, bateu na porta e esperou ali em pé, mas se virou ao ouvir uma voz conhecida saindo da casa grande em frente e gritou:

__Cristiano!

Ele olhou na sua direção, empalideceu ao ver a esposa em pé próxima à porta da casa do casebre e perguntou:

__Catarina, o que faz ai?

Ela ia responder, mas a porta do casebre se abriu e um velho que quase arrastando lhe fez voltar e o senhor perguntou:

__Senhora, o que deseja?

Ela o fitou e saiu da sua garganta:

__Papai!

O senhor assustado não entendeu por um segundo o motivo que aquela rica senhora o chamava de papai, mas ela falou:

__Sou eu Catarina!

O velho levou a mão no coração e ia cair, mas Catarina o agarrou fortemente o abraçando, levou o velho para dentro do casebre o sentou no banco conhecido de madeira ficou de joelhos acariciando os cabelos brancos dizendo:

__Sou eu papai sua filha!

Ela chorava e abraçou o velho que agarrou seu corpo num choro sem controle.

Ouvindo uma voz conhecida vindo do quarto do casal:

__Joaquim, quem está ai?

Ela levantou e andou até o quarto, afastando um pano velho viu uma senhora bastante abatida deitada numa cama muito velha com um fino colchão, o quarto tinha odor de urina, todo sujo e sem moveis, ela foi até a mulher e sentando na cama acariciou os cabelos da senhora que perguntou:

__Quem é você?

Ela respondeu com um nó na garganta:

__Sou eu mamãe, Catarina!

A velha com lagrimas nos olhos reconheceu a filha e ficou falando o nome da filha numa pura emoção:

__Catarina, minha filha Catarina, minha filhinha Catarina…

Catarina a beijou por todo rosto, o pai entrou se sentando do seu lado e os três ficaram ali abraçados por muito tempo e chorando.

Catarina ouviu alguém a chamar do lado de fora, levantou para ir até onde a chamava aos berros, mas a mãe pediu:

__Não vá embora filhinha, fique com agente!

Catarina voltou debruçou sobre a mãe lhe acariciando os cabelos e lhe disse:

__Não mamãe, nunca mais deixará vocês, ficarei com vocês o resto da vida, ninguém vai me tirar de vocês como me tiraram quando era ainda criança.

Dizendo isso levantou ouvindo os berros de Cristiano foi até a porta, ele estava em pé, sendo que nunca aproximou do casebre.

Ele tocou seu rosto e disse chorando:

__Vamos, eu vou te explicar tudo, vamos amor, para casa!

Ela se soltou bruscamente fitando ele que não esperava sua reação e gritou:

__Vaia daqui, saia! Você destruiu a vida da minha família e a minha vida!

Ele ficou surpreso, ela dizia que o amava e agora tanto ódio, e falou:

__Fiz porque te amava e eles não queriam.

Cristiano chorava tentando segurar seu braço que se desvencilhava dele, ela gritou:

__Fez por maldade, pensando só em você, seu egoísmo falou mais alto e seu pai o ajudou a fazer tanta maldade!

Ela a agarrou e balançando seu corpo violentamente gritou a assustando:

__Maldade? Que maldade? Você de tão feliz que esqueceu de tudo só veio a lembrar agora, então foi feliz este tempo todo, sempre dizendo que me amava e seus filhos? Onde ver maldade nisso tudo?

Ele começando a chorar fez uma pergunta:

__Porque não ajudaram ‘’eles’’? Se me amasse de verdade teria lhes dado uma vida digna, mas não, roubou sua única filha e ainda sorria com a miséria deles!

Ele não teve resposta para sua pergunta, uma voz veio atrás de Catarina:

__Saia daqui Cristiano, saia daqui, ouça o que ela pediu e saia daqui!

O velho apontava uma arma para Cristiano que tirando o olhar do velho, observou Catarina e balbuciou:

__Catarina!

Ela o olhou e respondeu:

__Saia Cristiano!

Ele a observou por um instante e se virou saindo e entrando no carro o ligou e saiu sem olhar para traz.

Catarina tirou a arma das mãos do velho e voltaram para o quarto onde sua mãe esperava ansiosa.

Catarina cuidava de tudo e dos pais, fazia a comida e dava.

Para a mãe que não podia andar mais.

Os dias seguiam e ela não via os filhos, não ia abandonar seus pais nunca mais. O   irmão foi se embora para a capital e de lá mandava para os pais um pouco de dinheiro.

 

Numa manha ouviu batida na porta e foi atender, vestia um vestido simples da mãe.

Ao abrir a porta gritou feliz ao ver seus filhos que a abraçaram felizes por ver sua mãe, Cristiano em pé olhava para ela calçada um par de chinelos velhos e vestida aquele vestido, deixou as crianças e ia saindo, mas votou e disse:

__Catarina vai morar com as crianças, leva seus pais, eu me mudei para outra casa, aquela casa lhe pertence.

Ela não disse nada e entrou com as crianças gritando de felicidade.

 

 

Catarina mudou para a casa grande levando seus pais e dando a eles uma nova vida.

Cristiano não entrava na casa, pegava as crianças para passear e deixava no portão saindo quando elas entravam.

O natal estava chegando, convidou Cristiano para passar a noite de natal com eles.

Foi a melhor noite da vida de Catarina!

Seus pais felizes brincando com seus filhos na sala,        Cristiano segurando um copo de bebida sorria vendo seus filhos felizes com os avós.

 

 

Ele entrou no carro e ela ficou em pé na porta, o dia amanhecendo, ia ligar o carro, mas parou encarando Catarina de dentro do carro, decidido saiu de dentro do carro e foi até a porta beijando ela sem que esperasse, o beijo foi aceito e minutos depois faziam amor ardentemente no quarto de casal.

 

 

 

Catarina o perdoou e voltaram a viverem juntos!

Seu pai também o perdoou e aceitou Cristiano como marido da filha que um dia trouxe tamanha dor lhes tirando a única filha dele!

Agora tinham que esquecer o passado e viverem felizes para sempre como nos contos de fadas!

 

 

FIM

 

 

 

EU SOU O AMOR DE… SACI PERERE

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Conta uma história de uma menina seqüestrada pelo menino de pele negra, com um gorro vermelho na cabeça, vestindo um short também vermelho e com um cachimbo na boca, de uma perna só.

Espero que todos gostem desta minha linda historia, porque amei escrever minha primeira historia que um dia pode ser tornar um livro!

 

 

 

Beijos;

Irinélia Oliveira

 

 

EU SOU O AMOR DE SACI PERERE

Fui uma destas crianças que não teve quase nada, me lembro de que colocava meus cadernos numa sacola plástica para ir à escola, sem luxo ou mordomias estudava numa escola publica, às vezes sentia envergonhada por não ter uma bolsa, podia ser feia, mas queria só ter uma bolsa para colocar meus cadernos e lembro não ter nunca tido esta bolsa!

 

Porem brincava muito, era filha única.

Lembro me brincando de roda com meninas da minha idade na escuridão, onde só a lua nos clareava.

Pois naquela época não existia energia para os pobres, casas eram iluminadas com lampiões e velas!

Meu maior medo era entrar no banheiro antigamente banheiros de pessoas humildes era uma casinha feita no quintal com um enorme buraco no meio.

Confesso; aqueles banheiros eram muito bizarros, entrava todo tipo de bicho, sapos besouros estranhos e até cobras, banheiros com vasos pisos de azulejos e dentro de casa era só pra ricos!

Quando criança tinha pavor de comer carne de sol, sentia nojo, colocava a carne pra secar no quintal em qualquer lugar, tipo um varal e juntava muitas moscas deixando nas aberturas da carne varejeiras e um odor insuportável, pelo menos eu sentia o mau cheiro, mas os adultos não e o pior minha mãe me obrigava a comer aquela carne que descia goela abaixo sem nenhum sabor!

Era muito bom ser criança mesmo sendo pobre.

Não tínhamos televisão e quando minha mãe ia visitar uma amiga sua e naquela casa tinha televisão, desejava que ela ficasse muito tempo ali,assistindo a tv preto e branco,pois mesmo os ricos a tv colorida quase não tinha chegado ainda,

Os olhinhos vidrados sem piscar fixos na tv que passava uma novela ou o Silvio Santos se fosse domingo,a tristeza era quando minha mãe se levantava para ir embora,ai ficava contando a semana toda o que assistir.

Lembro de uma vizinha ter uma filha epilética ela desmaiava em qualquer lugar,no rio,numa cerca e até no fogo,brincávamos com ela,mas naquela época não entediamos que  epiléticos eram pessoas que podiam viver normal e do nosso lado,muitos diziam que aquela doença pegava,por este motivo nos distanciava da menina!

Em frente nossa casa tinha um enorme rio onde nos banhávamos de dia e até a noite muitas mulheres lavando roupas vasilhas e eu ali nadando ao redor delas!

O rio foi e é uma das minhas melhores lembranças na infância!!!

Ali aprendi a nadar engolindo peixinhos vivos, dizia que engoli peixes vivos aprendia a nadar mais rápido!

Morar em frente um rio era muito bom, o rio pampa era muito lindo, muito largo e fundo.

Saltávamos de cima de um morro a beira do rio e caiamos na água funda e límpida, saiamos dali só quando nossas mães nos buscavam com uma vara na mão!

À noite aquele rio se tornava misterioso a água mudando de cor, ficando escura.

Não dava pra saber o que tinha ali,ou o que ia passar próximo quando ficávamos em pé observando a água descer devagarzinho,por muitas vezes saia dali com medo de alguma cobra se enrolar no meu pé ou me puxar para longe.

Quando chovia muito, o rio inundava chegando até a porta da nossa casa, assombrando a vizinhança que moravam do lado de baixo, pois a água invadia tudo sem pedir permissão, só quem moravam do lado de cima não tinha este problema, pois a água só chegava próximo.

Com as enchentes acordava de madrugada e ficava observando o que a natureza podia fazer sem que ninguém impeça tal acontecimento.

O rio dominava tudo e a cada chuva ficava pior e mais se alargava,trazendo muitos bichos peçonhentos para dentro de casa,mas apesar da dor e tristeza que ele trazia,era muito lindo assistir o rio crescer a cada dia,parecia um mar sem ondas!

Com  a chegada do sol e sem chuva o rio ia abaixando a cada dia,deixando muita lama e bichos para traz.

O rio por ser muito grande, pessoas ia aos feriados e domingos se banhar bem longe, eu ainda não podia fazer isso por ser muito pequena, mas aos dez anos comecei a nadar rio acima.

Eu amava aquele rio, nadar ali era meu maior prazer!

Certa tarde de domingo, nadando sozinha, pois nos domingos ficava vazio o rio.

Percebi que estava sendo observada, olhei por todos os lados, não vi ninguém continuei nadando com grandes braçadas fazendo barulho com a água.

De repente uma moita do outro lado do rio se mexeu, me virei para observar melhor o que se mexia ali, sem conseguir enxergar, fui aproximando nadando, ao chegar no raso,levantei e andei na água até chegar do outro lado do rio.

Do outro lado do rio tinha uma floresta muito densa e todas as mães proibiam seus filhos de aproximar dali, alias, proibiam de atravessar o rio.

Não conseguir ver nada e ia me virando pra voltar novamente, gelei o corpo todo ao ver um pé aparecendo numa grande moita. Paralisada observava o pé de pele negra que de repente sumiu na moita afora.

Voltei para a água correndo e apavorada, ao chegar ao lado raso do rio, ficando em pé voltei meu corpo e observei do outro lado do rio onde vi o pé, o pavor tomou conta de mim ao ver um menino negro com um gorro vermelho e de short também vermelho me observando.

Eu o observava e ele nem piscava me olhando,ouvir um grito me chamando,era minha mãe com uma vara na mão, pois eu tinha demorado demais no rio.

Naquele dia apanhei tanto que minha pele branca se cortou toda com as varadas, mesmo com o corpo doendo ao deitar-me, pensei naquele menino do outro lado do rio, lembrando do seu pé, me perguntei por que não vi o outro pé!  Eu ia todos os dias no rio e não via ‘’ele’’, ficava olhando tanto naquela direção que minhas amigas me perguntavam por que eu olhava tanto naquela direção!

Minha mãe me batia muito, de cinto, fio e até de pauladas, não existia um só dia que eu não apanhava tudo era motivo para espancar-me.

Ao anoitecer, eu ficava observando o rio e nas minhas imaginações eu atravessava aquele rio e do outro lado a felicidade me esperava, o meu príncipe me aguardava do outro lado do rio para me tirar daquela vida de tortura e espancamento. Não tinha contado para minhas amigas ou alguém no que tinha visto do outro lado do rio e nem se contasse não iam acreditar em mim!

Quando completei quinze anos, não ganhei presentes e nem um abraço si quer!

Os rapazes pediam meus pais para namorar-me, mas eu não queria, era uma linda moça solitária e todos comentavam da minha solidão, do meu silencio e da minha falta de interesse por rapazes!

Viver não tinha nenhum significado para mim e cansada de tudo e de todos, numa certa noite quando todos conversavam na cozinha fugi para o rio sem que ninguém notasse.Em pé observava a água descendo em silêncio, tinha chovido e o rio tinha subido, eu não nadava ali quando estava cheio, era fatal!

Observava o escuro da água sem medo, pensando na minha vida e que ninguém sentiria minha falta fui entrando devagarzinho, a água estava gelada, mas continuei entrando e quando a água estava até minha cintura ouvir uma voz me chamando:

__ Venha!

Ergui a cabeça olhando para o outro lado do rio, arregalei os olhos ao ver o rapaz de gorro vermelho,desta vez ele sorria, levantou um dedo e me chamou, os dentes alvos como a neve, a pele negra como o rio, de uma perna só e com um cachimbo nos lábios.

Entrei na água começando a me afogar, apavorada debatia os braços e pernas me afundando cada vez mais, procurando algo para pisar me via afundar e afundar, mesmo afogando vi meus pais correr em minha direção e os vizinhos, todos ouviram meus gritos, ouvi o barulho da água quando entraram na água, mas fui puxada para trás.  Algo me puxou bruscamente antes que meu pai me puxasse para fora do rio, sentir meu corpo sendo puxado para dentro do profundo rio, bebi tanta água que meus pulmões parecia querer explodir e já sem forças meu corpo amoleceu sendo puxado por alguém ou algo!

Tentando abrir meus olhos sem conseguir, forcei a mente acordar, mexendo o corpo.

Percebi que estava deitada no chão, tentei me levantar, os galhos cutucando meu corpo, sentei e observei curiosa querendo saber onde estava.

Havia muitas arvores  ao redor, estava de noite mas a lua iluminava tudo além de uma fogueira acesa com toras de lenha secas!

Encolhi toda ainda sentada no chão, folhas secas cobriam o chão, muitos galhos, arvore um enorme tronco caído de frente a fogueira, como se alguém tivesse o colocado ali para se sentar.

O medo foi me dominando com os tantos barulhos que vinham da mata, cada um diferente do outro.

De repente um assobio tão alto que me fez gritar, o assobio se aproximava, a mata se mexendo, até que parou numa grande moita.

Fiquei de olhar fixo na moita, todo cantar de pássaros e outros animais pararam, olhava quando saiu algo de lá, um homem de pele escura com um gorro vermelho na cabeça, vestia um short também vermelho, desci o olhar e vi que ele andava normalmente com uma perna só, foi aproximando e não deu para segurar o desmaio.

Acordei com o sol batendo no meu rosto, levantei num pulo, ficando em pé, olhava os lados como que procurando alguém, caminhei até o tronco e sentei ali, observando tudo.

Gritei ao ver o rapaz aparecer do nada, ficando a minha frente, não desmaiou desta vez, ele me entregou um pedaço de carne assada, pequei sentindo o cheiro de carne queimada sem nenhum tempero,ele observava como me mandando comer, levei a carne até os lábios, começando a comer não de fome, mas de medo do olhar  dele.

Ele se sentou do meu lado, observando a fogueira queimar fumando um cachimbo.

Queria saber por que estava ali, mas não tive coragem de perguntar!

Ele não dizia uma só palavra, seu cheiro era muito forte, não de perfume, um odor inexplicável, de alguém que nunca teria tomando um banho na vida!

E o dia foi assim; ele desaparecia num piscar de olhos e aparecia do nada, eu sentada no longo tronco sem atrever me levantar dali, estremecia toda a cada barulho que vinha da floresta adentro. Ao anoitecer com o bumbum doendo de tanto ficar sentada, levantei e me deitei no monte de folhas onde eu estava deitada!

Acordava com os barulhos dos animais, com os estalos da fogueira, dormia novamente consertando as folhas, para ficar menos dura minha ‘’cama’’!

Todas as manhãs e noites o medo me apavorava ainda mais!

Acordei com algo gelado passando no meu rosto, ao perceber que se tratava de uma serpente, meu corpo paralisou meus olhos apavorados de terror, vi uma mão agarrar a serpente pela cabeça e esmagar-la, levantou meus olhos e deparei com o olhar gelado do homem de gorro vermelho de uma perna só, os olhos avermelhados, não sorriu nem entendi seu olhar e mesmo sob aquele olhar, deitei-me fechando meus olhos e voltei a dormi.

 

Acordei comendo o pedaço de carne deixado por “ele’’ em cima do tronco e bebi a água numa cuia”.

Querendo lavar meu corpo que não via água havia dias, comecei a andar numa direção aonde vinha um barulho de água corrente.

Meus olhos ficaram maravilhados ao ver um rio muito lago, a água muito clara e límpida!

Tirei meu vestido e entrei no rio sem roupas, lavei o vestido colocando para secar numa moita, esfreguei minha pele toda, mergulhando e começando a nadar, parava de vez em quando para observar qualquer coisa de perigoso.

Sair da água pegando meu vestido que tinha secado, ia vestir quando percebi que estava sendo observada, olhei na direção e vi o homem do gorro vermelho em pé, me observava, esqueci por uns minutos que eu estava nua, os seios grandes de fora, ele olhou para meus seios e quando desceu o olhar, foi que me cobrir rapidamente com as mãos, ele sumiu rapidamente!

Apesar de ser baixinha, era uma moça muito linda, corpo perfeito, só os seios que não combinava muito com minha estatura, meus  seios eram grandes demais, cabelos loiros longos e de pele branca!

Um ano se completava, sabia disso, porque contava as noites e dias!

Já não sentia saudades de ninguém da minha família, alias não senti desde o primeiro dia ali, meu vestido já tinha se rasgado todo, comia animais assados por ‘’ele’’ que não conversava comigo, sumia do nada e aparecia do nada.

Ele me vigiava por onde eu andasse, se algo perigoso aproximasse de mim, ele aparecia e matava friamente, nada me feria, ele não deixava!

Sentia-me protegida, antes apanhava muito, ninguém se importava em me proteger das surras e maus tratos, ele me protegia, não tinha ninguém para conversar, mas me sentia muito feliz andando pela mata, nadando no enorme rio onde as enormes sucuris nadavam e não aproximavam de mim.

Eu percebia um olhar por onde eu caminhava, um olhar sobrenatural,         vindo de todo lugar, das matas, das arvores, do rio, em todo lugar eu sentia aquela sensação de está sendo observada e por muitas vezes o homem de gorro vermelho aparecia do nada

Todas as manhãs eu acordava e lá estava minha comida; carne assada e frutas, a cuia cheia de água.

Numa manha muito fria, ao acordar assustei ao perceber que estava dentro de uma cabana, lá fora a chuva caia molhando tudo, os sons dos trovões e relâmpagos me fizeram voltar e sentar na cama de folhas, como ‘’ele’’ fez aquela cabana tão rápida?

À noite caí, eu ouvia o barulho da chuva lá fora, nenhum inseto se aproximava da cabana, adormeci encolhida num cantinho!

 

O ar faltava, os sonhos vinham e iam, virava de um lado pro outro, me via de repente afogando no rio cheio e sendo arrastada ouvia a voz do meu pai, queria acordar, mas não conseguia sentir mãos no meu rosto, descer até meus seios, ouvir rasgar de tecido, um corpo quase me sufoca sobre o meu corpo, gemia e já não sabia se era de prazer ou dor, pois algo dilacerava rompendo e entrando em mim, doía muito, mas gostava não sabia por qual motivo, meus seios e todo o corpo era mordido de uma maneira estranha e prazerosa, não conseguia acordar, algo aproveitava do meu corpo, tocava levantando minhas mãos num corpo grande, ouvia uma respiração muito forte, o vento lá fora parecia querer arrancar todas arvores de tão forte, eu ouvia e sentia, mas não acordava, até que tudo parou por completo.

Ao acordar levei um susto tentando cobrir meu corpo nu,o velho vestido jogado e todo rasgado num canto,cobrir com os trapos as partes intimas,minha vagina doía e corria sangue,fui até a porta e a chuva tinha cessado, o sol estava lindo e brilhante, sentindo fortes dores fui até o rio e lavei meu corpo voltando e encontrando comida e água

Mas eu não tinha o que cobrir, não tinha vestido nem calcinha, fiquei olhando pro alto, pensando fiz uma coisa; chamei por ele:

__Oi, você ta me ouvindo?Ta me ouvindo?Aparece!

De repente as folhas começaram a rodopiar, um forte vento e foi se acalmando aparecendo o homem de gorro vermelho negro de uma perna só, olhava para ele e ele para mim, ’’atendeu meu chamado, ele veio’’ pensei e pedi:

__Eu não tenho o que vestir me arrumar roupas e calçinhas!

Fiquei me perguntando se ele entendeu o que eu disse, pois sumiu no vento que rodopiou novamente!

Entendeu sim, voltou uma hora depois com vestidos e calçinhas, me entregou, ao pegar as roupas toquei em sua mão, ele assustou com o toque e começou a desaparecer, gritei:

__por favor, não vá!

Ele voltou e me encarou sem sorrir, já estava acostumada com sua presença, mas não tão de perto, os vestidos caíram no chão, mesmo nua, aproximei e toquei seu braço forte com os dedos, não entendia seu olhar, se era de raiva, ódio ou assustado, olhava no fundo dos meus olhos sem piscar, mesmo quando toquei seu peito nu e sem pelos, aproximei meu corpo do seu corpo, mas num empurrão fui jogada para traz e cair no chão, ele ia sumindo num redemoinho de um forte vento, eu gritei:

__Volte!

O redemoinho parou e ele ficou ali em pé, minha respiração ofegava enquanto observava o olhar diabólico, comecei a sentir uma moleza no corpo e me deitei no chão adormecendo!

 

Na manha seguinte fiquei pensando o porquê ele me empurrou e não entendendo o motivo que eu sentir sono e adormeci tão rapidamente, não falava em nenhum momento comigo, mas aparecia quando eu o chamava!

À noite não conseguindo dormi, olhava o teto feito de galhos,troncos,folhas e capins,eu desejando ‘’ele’’ aparecer, por onde andava aquela hora da noite?e porque parecia ter medo de mim?

Meio com medo pedi:

__Apareça, eu quero te ver!

Minha voz soou baixinho, pensei que não ia ouvir-me, mas as folhas levantaram num redemoinho e ele apareceu em pé, eu deitada de olhos arregalados o observando pedi:

__Deita comigo!

As folhas se mexeram quando ele andou e deitou do meu lado, olhava para o teto começando a fumar um cachimbo, levantei uma mão e toquei seu peito,ele retirou,coloquei novamente e novamente ele retirou sem olhar-me, então eu pedi:

__Deixe-me tocar você!

E voltei a tocar seu peito, descendo e subindo a mão e ele não voltou a retirar, então pedi de novo:

__Faz comigo o que fez a noite!

A lua lá fora iluminava tudo,numa rapidez que jamais pensei existir,algo subiu sobre meu corpo,rasgando meu vestido,mordendo meus seios,pescoço e todo o corpo,menos um lugar,não tocou nos meus lábios,incomum sentir desejos com toques que parecia o vento e ao mesmo tempo querendo devorar-me,a carne doendo por ser mordida,os seios pareciam serem arrancados, algo entrou dentro de mim,me tirando gritos de dor e prazer,o cheiro forte de algo jamais conhecido pelos humanos,a cabana parecia girar num redemoinho e nós dois dentro dela,me via na beira do rio, na mata afora, por todo lugar, flutuando e rodopiando com o corpo sobre o meu, os gritos se misturavam com os meus num prazer onde eu pedia mais e mais!

 

Toda noite acontecia aquilo e eu queria, se ele não viesse eu o chamava e ele vinha para mim!

Só não tocava meus lábios, mas devorava cada centímetro da minha pele,eu querendo muito aqueles toques que pareciam ser num sonho!

 

 

O tempo passava…e passava, já tinha esquecido quanto tempo estava ali do seu lado e vivendo mata adentro,uns seis a sete anos!

Numa noite acordei me sentindo muito mal,levantei fui para fora da barraca,me sentia tonta quase não conseguia ficar de pé…comecei a vomitar,sentei no chão coberto de folhas levantei meus olhos observando a lua cheia,de repente senti um chute dentro da minha barriga,toquei com as mãos e mexei muito…foi ai que percebi que estava grávida,lembrei da mamãe falando que quando sua menstruação sumia era bebê na certa.

Minha barriga crescia com o passar dos meses,ele vinha quando eu chamava e sumia novamente…ficava ali sozinha ,andando pela mata,ou tomando banho no rio…conversava com os animais,com os pássaros quando pousavam no tronco e voavam sem entender o que eu dizia.

Minha barriga tinha crescido muito, estava no nono mês de gestação, meu Deus o que vou fazer quando ele quiser vi ao mundo? Nem roupas eu tinha para vestir-lo, será que ‘’ele’’ sabe que eu estou esperando um filho dele?

Ficava em duvidas, pois não recebia nenhum carinho ou palavra amiga, nada, vinha e sumia rapidamente!

 

Certa noite, o chamei e ele apareceu, os olhos brilhantes como fogo, um cachimbo nos lábios, sentou do meu na cama de folhas, um odor exalando do seu corpo,que parecia jamais ter levado um banho.

 

Eu contei pra ele que esperava um bebê, tocava na minha grande barriga enquanto lhe explicava tudo, que era seu filho que estava ali dentro, tentei ver alguma reação nos seus olhos e não conseguir decifrar nada,ele fumava o cachimbo em silencio e me calei diante do silencio,parecia nem ouvir o que eu falava, então eu lhe perguntei:

__Você entendeu o que eu disse e o que está acontecendo?

Ele levantou, virou de costas como se fosse sumir, eu gritei perdendo a paciência:

__Entendeu? Fale comigo… Por favor, fale comigo!

O grito ecoou, e encolhi meu corpo,quando ele se virou fitando-me os olhos avermelhados,parecia zangado com meu grito e saiu sumindo ali mesmo dentro da barraca, foi ai que entendi que ele tinha entendido tudo

Numa tarde andando pela mata, já acostumada com o picar de insetos, minha pele toda marcada de picadas e rasgões de galhos e mato, fui caminhar sem destino, segurando a barriga, as roupas rasgadas, nem calcinha tinha para vestir, sem conseguir entrar no rio para tomar banho, pois estava cheio demais, tinha chovido muito, ficava toda suja e com um cheiro muito ruim, parecia um zumbir vagando mata adentro.

Parei ouvindo vozes, aproximei devagarzinho, e as vozes ficavam mais próximas,escondi atrás de uma arvore e espiei,assustei ao ver um enorme rio e crianças ali nadando,minha mente foi clareando,clareando e aos poucos reconheci aquele lugar!

Era onde eu tomava banho todos os dias, meu Deus, olha lá minha casa do outro lado do rio, mesmo o rio cheio as crianças nadavam na beirada da água gritando e jogando água um no outro, uma sensação de entrar ali e lavar meu corpo foi muito grande, umas senhoras lavavam vasilhas na beirada e jogavam restos de comida dentro da água para lavar os pratos, senti fome, vontade de comer comida feita por gente, só comia coisas tragas por ‘’ele’’ encontradas na mata, sem gosto eu comia.

 

Continuei observando escondida, mas ao perceber que alguma coisa me observava ia me virando e sentir um arder forte nas costas, outro e outro, eram varados, ’’ele’’ levantava uma enorme vara e me batia sem dó,meu corpo vergava de tanta dor,a barriga e costas se cortando com as violentas varadas, sem aquentar desmaiei ali mesmo

Acordei na cabana, soltando um gemido ao tentar levantar-me,meu corpo doía todo,ao olhar para meus braços,barriga e por todo corpo,abrir a boca numa surpresa soltando um grito,estava todo marcado e sangrando!

 

Fui me recuperando aos poucos,as feridas se cicatrizando e fechando,não saia mais dali da cabana,levantava e a comida já estava num canto,comia sem vontade e pensando na situação em que estava vivendo, percebi que tinha que fugir e sentir muita saudades da minha família.

 

 

Numa noite acordei sentindo dor, entendendo tudo me sentou e as dores vinham mais fortes a cada segundo, sem conseguir segurar gritei e gritava ao sentir algo rasgar-me e sair da minha entranha o ajudou a sair e puxei fortemente de dentro de mim, um choro de bebê ecoou noite afora, chorei ao ver meu filho, era um menino, cortei o cordão umbilical e o amarrei com um pedaço do meu vestido, deitei colocando o bebê sobre meu corpo o aconchegando e jogando uns retalhos velhos sobre seu corpinho adormeci sentindo o útero latejar do parto brutal!

 

 

 

 

No dia seguinte o amamentei, comi e fiquei deitada, sozinha com meu recém-nascido, já não estava sozinha, tinha meu filho para me fazer companhia.

A tarde um forte redemoinho aconteceu dentro da cabana, apertei meu filho e esperei ‘’ele’’ aparecer, sentia medo só de pensar ‘’nele’’, apareceu por completo e estava com uma garrafa na mão, me entregou e pequei percebendo que era leite, tomei e dei para o bebê, ele olhava para a criança, eu queria entender seu olhar, mas sumiu tão rápido do que quando entrou.

 

O bebe crescia, arrastando por todo lugar sem roupas, eu atrás com medo de algum bicho o morder.

Via meu filho viver naquele mundo sem nada para lhe oferecer, ‘’ele’’ não aparecia, eu ficava sozinha com meu filho e foi então que decidi fugir dali e levar meu filho, tinha que sair dali, voltar à vida humana e dar algo melhor para meu filho, sentada no tronco o via rasgar um pedaço de carne sentadinho do meu lado e nu, como ia sair dali se ele me observava por onde eu andasse? Aquela surra foi porque eu encontrei meu antigo lar.

 

Numa tarde estava banhando meu filho no rio e sentir aquelas varadas novamente,mesmo  com o corpo todo cortado levantei meu filho nos braços e sair correndo em direção da barraca.

 

Ele me proibia de sair de perto da barraca,nem no rio podia ir e se tentasse me agredia brutalmente.

Fui entendendo que ‘’ele’’ era ruim e sem amor para oferecer tanto pro filho quanto para mim,não aparecia e nunca tinha tocado no filho de um ano e meio e fui entendendo que tinha que fugir dali o mais rápido possível!

Como ia fugir dali?

Como?

Pensava e pensava foi ai que o chamei e ‘’ele’’ apareceu, sentando do meu lado,o menino deitado do ouro lado,a pele negra da criança toda picada por insetos.

O pedi para dormi do meu lado e ele se deitou, fiquei quietinha até ouvir um respirar que parecia vim de um animal!

Levantei devagarzinho, peguei meu filho nos braços, sair sem fazer barulho.

Entrei mata adentro,amamentando meu filho para ele não chorar e ‘’ele’’ ouvir e vim atrás da gente.

Fui andando na escuridão,sem direção e rumo certo, o bebê dormia para meu alivio, enquanto minha pele rasgava com o cortar dos capim e espinhos,nada me impedia de continuar correndo, entrando floresta adentro sem saber para onde ir corria!

Parei ao sentir cheiro de fumaça,andei devagarzinho procurando de onde vinha a fumaça,vi uma fogueira e vários homens sentados ao redor da fogueira, eram lenhadores,tinham muitas arvores cortadas próximo eles, escondida atrás de uma moita observava,até que o bebê começou a chorar acordando, fiquei apavorada tentando acalentar e tomei uma decisão.

 

Eu ia aproximando armas levantadas em minha direção, os homens assustados com minha aparição toda maltrapilha com um bebê nos braços.

Minha voz saiu tremula e fraquinha pois tinha andando muito:

-me ajudem!

Ia cair com criança e tudo e antes de desmaiar vi os homens correrem na minha direção segurando meu corpo e o bebê!

 

Acordei num hospital do lado do meu filho vestido roupas e limpo, me perguntavam de onde vim e o que tinha acontecido comigo, eu disse que fui seqüestrada e contei que foi mantida por quase dez anos no cativeiro, ninguém ia acreditar em mim se contasse a verdade e guardei para mim tudo!

 

Meus pais tinham morrido de desgosto sem encontrar meu corpo que pensaram ter afogado!

Como era filha única vendi tudo sem aproximar do rio com muito medo e fui embora da cidade abrindo um negocio em outra estado,conhecendo um grande empresário me apaixonei casando-me com ele parei de trabalhar e cuidava do meu filho único e do meu marido!

 

Carlos era milionário e morreu dois anos depois que casamos, novamente sozinha com meu filho e por este motivo tomei a decisão de voltar para minha cidade natal, lá tinha meus primos que eram poucos mas eram o que restaram da minha família!

 

Dirigia observando as lindas e verdejantes fazendas, meu filho de doze anos dormia sentando no banco do meu lado, nunca descobriu nada do pai e não se interessava muito, as vezes perguntava e eu fugia do assunto que ele esquecia rapidamente.

Era um filho muito bom e calmo, não se preocupava com nada, mas era um bom filho, me abraçava e não saia de perto de mim, me chamando todo momento.

Se parecia com ‘’ele’’,pele escura,alto e muito forte para a sua idade,mas era um bom garoto e ajudava quem precisava dele.

 

Tirei minha atenção do meu filho, entrava no pequeno vilarejo de Monte Belo, minha terra natal, sacudir Luis Felipe, ele acordou e observou as pessoas andando de um lado pro outro, não conhecia ninguém ali,quando fomos embora dali era muito pequeno.

Parei em frente um casaram que foi a casa onde Carlos cresceu.

Desci do carro, abrir a garagem, voltei e estacionei o carro na garagem.

Entramos na enorme casa de piso de madeira,Felipe abriu as grandes janelas de madeira,observou a rua que era a principal da cidade,parecia feliz por está ali!

A noite Felipe sentou com os amigos que tinha conhecido naquele mesmo dia,na calçada e ficou até tarde com seus amiguinhos!

O rio era longe da casa em que morávamos, não ia lá nem depois de três meses morando na cidade.

Certo dia Felipe assustou com meus gritos, pois pediu para ir no rio com seus amigos,levei um susto com seu pedido e não deixei que fosse.

 

Numa noite, jantávamos os dois sentados à mesa e o copo caiu da minha mão ao ouvir Felipe dizer-me:

__Mãe, eu fui ao rio hoje!

Só observava assustada para ele que não entendia porque eu o proibia de ir até o rio, assustei ainda mais quando ele disse:

__É que meus amigos me falaram de uma lenda da cidade, que Saci Perere seqüestrou uma moça no rio a levou para a mata e tiveram um filho e nunca mais se viu falar dela!

Meu Deus, eu fiquei ali com as mãos tremendo e o corpo todo, ninguém sabia que esta moça era eu, ninguém sabia da minha historia e nem eu nunca imaginei ser este tal de Saci Perere que tinha me arrastado águas adentro e me mantido na mata por anos!

Saci perere…aquele nome não me saiu da cabeça e não saia por onde andasse.

Ouvia os amiguinhos do Felipe, contar a lenda da historia do Saci Perere que seqüestro uma moça e tiveram um filho vivendo na mata para sempre, eu sentada numa poltrona e Felipe com os olhinhos brilhando aos ouvir seus amiguinhos contarem a historia sentados do seu lado os estalos da lenha queimando na lareira às vezes os assustavam!E por instinto Felipe ia ao rio todos os dias,não entrava na água,para minha felicidade não sabia nadar!

Mesmo assim eu ficava apavorada, ele sem entender o motivo!

Fui visitar uma fazenda que era minha de herança do Carlos, eu e Felipe.

Dirigia pela estrada de chão com dificuldade, pois tinha chovido e a estrada estava ruim.

O cheiro de mato verde me embriagava e me trazia lembranças que queria esquecer, que queria esquecer?Será mesmo que queria esquecer estas lembranças?

Se queria esquecer, porque voltei para esta cidade?

Balancei a cabeça para livras-me daqueles pensamentos e continuei dirigindo!

 

 

A fazenda era muito linda,com um casaram e uma varanda a rodeando,saímos do carro e o caseiro veio ao nosso encontro sorridente,sua esposa o acompanhou com uma criança nos braços,entramos e comemos o jantar feito pela mulher do vaqueiro.

Por ser férias do Felipe íamos ficar ali muitos dias.

Felipe andava a cavalo e brincava com os dois filhos o caseiro.

Fomos todos para o rio,que dava para ver da varanda do casaram.

Nadávamos no rio cristalino, Felipe jogando água em mim e soltando gritos de felicidade por está ali, nadava com seus novos amiguinhos, ele amava viver naquele lugar.

Observava sentado na areia Felipe brincar com os filhos do caseiro, observando tudo ao redor e estremeci reconhecendo cada centímetro daquele lugar onde um dia me banhei por precisão, o pavor me dominando, a areia onde eu agora sentada e já tinha sentado nos momentos de solidão, olhei para o meio do rio onde aparecia enormes sucuris e nem se incomodavam por eu está ali, nenhum bicho aproximavam de mim, parecia temer algo muito pior, reconhecendo tudo gritei por Felipe e lhe entregando suas roupas sairmos dali sem Felipe entender por qual motivo!

Almoçava sentada a mesa da cozinha sozinha, Felipe brincava com seus amigos no curral, lembrando de tudo, olhei lá fora e meu corpo arrepiou ao ver algo, levantei e corri em direção do algo.

Toquei com as mãos o grande tronco caído no quintal do fundo da cozinha, olhei ao redor, reconheci cada lugarzinho e no meio a casa, que na verdade era a cabana, meu Deus, foi aqui, a casa foi construída no lugar da cabana, mas estava tudo no lugar, as arvores, o tronco, só a casa do caseiro, a cerca e o casaram que construíram depois!

Mais tarde o caseiro me confirmou que aquela casa foi construída por fazendeiro que tinha comprado à fazenda e não conseguiu viver nela,pois alo o atormentava,matando seus animais e o assustando todas as noites, e nenhum morador conseguia viver ali, o caseiro mudou para ali, fazia dois meses e não conseguia dormir com muito barulho e coisas acontecendo.

É ‘’ele’’, pensei ouvindo tudo, sentada na varanda, o Felipe não s assustava ouvindo tudo maravilhado!

Tinha que ir embora dali o mais rápido possível!

Felipe não quis ir embora e tive que ficar na fazenda, por vontade dele.

O vigiava por onde fosse e proibia de ir ao rio.

Mesmo quando o caseiro arrumou suas coisas e foi embora por não conseguir viver num lugar atormentado por algo, Felipe me obrigou a ficar.

Nenhum caseiro queria o emprego, tinham medo daquela fazenda conhecida como mal assombrada, por mais que o salário fosse bom.

Um rapaz de cor negra ficou com agente e não temia nada, era nossa companhia ali na fazenda e fazia todos os serviços da fazenda.

Ele dormia na casa do caseiro e me ajudava muito em tudo.

Mesmo com as férias acabando tive que ficar ali, por vontade do meu filho, ele ajudava o Mateus nosso ajudante o único que ficou conosco, nos afazeres da fazenda, começamos a criar gado e outros animais, Felipe se dedicava a cada dia nos negócios da fazenda, comprando outras fazendas.

Quando completou 18 anos, fizemos uma festa, os amigos da cidade veio a sua festa, Felipe já um rapaz mais maduro que sua idade curtiu aquela noite com muita alegria.

Enquanto eles se divertiam, já era meia noite, fui para a varanda que ficava a frente da casa, lembrando de que Felipe estava sentado no grande tronco com seus amigos.

Debruçada sobre o alpendre, observava o rio lá longe, tirei minha atenção ao ouvir uma tosse, era Mateus sentando na porta da casa do caseiro, o convidei para se juntar com os amigos do Felipe, ele balançou a cabeça negativamente, tirando o cachimbo dos lábios e cuspindo no chão.

 

Na manha seguinte fui até o mercado fazer compras deixando Felipe e Mateus cuidando dos animais.

Uma senhora sentada no caixa me perguntou se era eu quem morava naquela fazenda assombrada, fingir um sorriso e disse que sim, ela continuou falando:

__Aquela fazenda foi construída por alguém que nunca vimos e nunca ficamos sabendo quem a construiu, só sabemos que sai dono e entra dono e o Mateus fica ali sem medo do que acontece ali, aquele rapaz tem parte com o diabo, isso sim!

Dirigia em direção a fazenda!

De repente, parei ao reconhecer um lugar no meio da estrada, sair do carro e observei todo lugar, foi onde pedi socorro aos lenhadores, uma cerca cercava tudo, o pedaço onde pedi socorro aos lenhadores me pertencia.

Entrei no carro e continuei dirigindo em direção a fazenda.

À noite Felipe e Mateus bebiam juntos sentados na porta do caseiro, Mateus lhe falando como cuidar e vacinar o gado, Felipe escutando tudo, os dois sorridente.

Fui deitar-me e deixei os dois acordados.

Já tinha acostumado com o lugar e dali não queria mais sair!

Fazia o almoço quando Felipe entrou na cozinha com Mateus que nunca tinha entrado na casa grande, tinha convidado ele pra almoçar com agente, pois eles tinham trabalhado muito.

Servi o almoço que eles comeram em silencio e saíram para o curral.

Depois de arrumar a cozinha fui para a varanda observar os dois vacinando o gado, que ficava a frente da casa, olhava Felipe e Mateus juntos vacinando o gado com outros amigos do Felipe, vi quando Mateus pulou a cerca e fitando os rapazes um pouco distante, acendeu seu cachimbo e começou a fumar, ele não me via em pé na varanda, observava Felipe com um olhar estranho, como que orgulho, ou algo parecido.

À noite, todos bebiam para comemorar o dia de tanto trabalho, Mateus Felipe e três amigos do Felipe, um deles veio e me deu um abraço muito forte, estávamos todos na varanda e de repente um vento começou brutalmente levando tudo, tão forte que corremos para dentro levando as bebidas.

Mas ao perceber que Mateus não entrou com agente, ia sair e Felipe me alertou:

__Mãe não sai com esta ventania pode ser perigoso.

Sair, fui até o curral e não encontrei Mateus, ia me virando e bati com um corpo muito forte de pele cor negra, recuperando do susto perguntei:

__Porque não entrou com agente?Está ventando muito, vem, vamos para dentro.

Ele não disse nada, ficou me fitando, um olhar vazio, não dava para entender aquele olhar, vazio e ao mesmo tempo cheio de ódio.

Afastei e fui me deitar, pensando naquele estranho olhar.

No outro dia por ser domingo fomos para o rio, todos nós, eu, Felipe, seus amigos e Mateus.

Todos nadando fazendo uma enorme bagunça na água e gritando muito, Felipe me levantava nos braços e jogava dentro da água, foi à vez do amigo do Felipe, me levantou nos braços e jogou na água, o mesmo que me abraçou, fui até o fundo e voltei,ouvindo gritos de pavor.

Como num filme de terror uma sucuri gigantesca agarrou o rapaz que me jogou na água e o arrastou sem que pudéssemos fazer nada, eu agarrando Felipe para não ir para o fundo e morrer afogado, os rapazes gritando por socorro, puxei Felipe para a beira do rio e os rapazes me seguiram o corpo sumindo dentro da água com um rastro vermelho de sangue.

 

 

Ainda na areia, abraçada meu filho, procurei por Mateus e o vi em pé fumando um cachimbo olhando para o nada, o observei,ele percebendo meu olhar me encarou,ficamos nos olhando por um tempo, ele colocava e tirava o cachimbo da boca sem tirar os olhos de mim, lembranças vinham e saiam como relâmpagos na minha mente, o olhar, o cachimbo, o corpo muito musculoso, tudo, desviei meu olhar e ajudei Felipe a se levantar sairmos todos dali, Mateus atrás.

A policia encontrou o corpo do jovem boiando na manhã seguinte.

Dois dias depois, levantei depois que Felipe dormiu e fui para fora da casa.

Lá estava Mateus, sentando na porta do caseiro, fumando um cachimbo, mesmo ouvindo meus passos, não se virou.

Aproximei e ele continuou observando o nada a sua frente.

Tomei coragem e disse:

__Foi você quem o matou né?

Não me olhou quando perguntou:

__Matei quem?

Fixei meu olhar sobre ‘’ele’’, que continuou sem me olhar:

__O amigo do meu filho, foi você quem fez aquilo?

De repente ele virou o rosto bruscamente e respondeu:

__A serpente o matou e não eu!

Lógico que foi a serpente, fui boba em pensar que foi ele, pensei, me virando e ia sair, mas voltei com o corpo arrepiado quando ele me disse:

__tenho que proteger meu filho e você, ninguém mais.

Virando-me muito tremula o fitei:

__quem é você?

Esperei pela resposta e esperei tanto que pensei que ele não ia responder:

__Sou alguém de quem você fugiu levando meu filho.

Meu Deus é ele… É ele, não… Não pode ser ele, tinha uma perna só e usava gorrinho com um short vermelho.

Como se lesse meus pensamentos falou:

__Estou em forma deste homem aqui, não vai embora e levar meu filho novamente.

Ouvir e fui afastando dali, sentindo seu olhar entrei na casa grande, me deitei e fiquei ali olhando para o teto, pensando como tudo se decorreu e voltei ao mesmo lugar, seria o destino?E se não fosse ele?Mas como sabia de tudo?Será que era ele mesmo?

 

 

De repente me lembrei de algo e o chamei, ficando com os olhos esbugalhados esperando acontecer e quando pensava que não ia acontecer, um redemoinho começou a acontecer dentro do quarto e ‘’ele’’ apareceu, me deixando sem movimentos de olhar fixos nele que também me olhava, mas desta vez era o Mateus, com duas pernas e sem o gorrinho ou o short.

Começando a sentir uma sensação conhecida, foi como o chamar para mim, aproximou deitando sobre meu corpo, beijando meus lábios que até então não conhecia seus beijos o cheiro, não era aquele odor insuportável que exalava da sua pele, agora era cheirosa de perfume e pele limpa, seus carinhos não se pareciam com os de antes tudo mudou nele e fizemos amor naquela noite como nunca fiz, meu corpo parecia flutuar, a mente apagava e voltava como antes, só que não me sufocando ou machucando e depois do amor, dormi como anestesiada.

 

Acordei e não tinha ninguém do meu lado, então pensei ser só um sonho e nada mais,eu estava sonhando,pensei levantando vestindo uma roupa depois de um banho fui para a cozinha preparar o café e quando Felipe entrou acompanhado de Mateus, fiquei observando Mateus, vestia uma camisa xadrez, calça jeans e calçava botas de cano alto, com um chapéu na cabeça, sentaram tomando o café observei Mateus e Felipe, então percebi que não foi um sonho.

Pai e filho se pareciam muito, já tinha ouvido brincadeiras dos amigos de Felipe que ele era filho do Mateus ou irmãos por se parecer muito um com o outro.

Saíram para o curral, limpei a casa lembrando da noite anterior.

 

Ele vinha todas as noites, sem precisar abrir a porta, fazíamos amor e a cada noite eu me apaixonava com Mateus.

 

Numa manha de domingo, ouvindo Felipe me chamar, levantei e abrir a porta do quarto e vi um olhar assustado do Felipe em direção a minha cama, olhei para onde ele olhava e vi Mateus adormecido seminu na minha cama, sair puxando Felipe para fora do quarto, sentamos a mesa da cozinha e quando fui explicar o que acontecia, ouvir uma voz:

__Deixa que eu fale tudo pra ele.

Levantei num pulo, e sem querer gritei:

__Não, por favor, não fale.

Ouvir Felipe perguntar:

__Não fale o que mãe?O que não é pra falar comigo?

Mateus se aproximou de Felipe, e eu implorei chorando:

__Por favor, não fale!

Ele observou Felipe, um olhar que não dava para entender, frio, amoroso, ódio, carinho e de tudo um pouco e disse:

__Sou seu pai!

Sentei sem agüentar ficar em pé, ficando pálida, o Felipe caiu na risada falando:

__Deixa de ser bobo Mateus, você não pode ser meu pai, não tem idade para ser meu pai, tem 25 anos.

Felipe ria muito, pensando ser uma brincadeira, Mateus o olhava e continuou:

__Não tenho 25 anos e sou seu pai, sua mãe fugiu de mim levando você quando criança.

Felipe parou de ri, me olhando serio perguntou:

__Vocês estão de gozação com minha cara né…

Os dois homens esperavam uma resposta minha então respondi:

__Ele é seu pai Felipe.

Felipe levantou com muita raiva e bateu na mesa gritando:

__Ele não pode ser meu pai, vou fazer 20 anos e ele vinte e cinco, como pode ser meu pai?

Passei as mãos nos meus cabelos e olhei para os dois homens e saiu da minha garganta:

__Lembra-se da historia da moça seqüestrada?

Agora foi o Mateus quem pediu para que eu não falasse me implorou:

__Não fale!

Felipe gritou:

__Fale sim! Agora! O que tem a moça da lenda?

Pensei por um instante e confessei:

__Estava tomando banho no rio e algo me arrastou para o fundo do rio, ouvir meu pai gritando e tentando me puxar para fora, mas em vão, fui arrastada e vivi por anos na mata com o que vocês chamam de Saci Perere até que tive você e fugir pra te dar o melhor que não tive dentro da mata.

Felipe ouvia assustado, e olhou para Mateus:

__Eu acredito em você, agora o que este cara tem a ver com a sua historia?

Felipe gostava do Mateus, agora lhe chamava ‘’este cara’’, pensei e esperei ‘’ele’’ responder,mas como não respondeu,respondi:

__Por que foi ele quem me arrastou água adentro e me manteve na mata.

Vi muito ódio no olhar de Felipe, ele entendeu errado e avançou sobre Mateus, levantou o braço e ia acertá-lo, parou quando gritei:

__Ele é seu pai, é verdade Felipe, ele é seu pai.

Os dois se encararam, não dava para definir quem era quem, pois se pareciam muito, Felipe soltou um grito,quando Mateus desapareceu do nada a sua frente,fazendo com que acreditasse em tudo que lhe falamos.

 

 

 

 

Com o tempo Felipe foi se encaixando e aceitando tudo, entendendo que ‘’ele’’, sofrendo pela perda da amada e do filho decidiu viver como um humano e aprendeu tudo que um humano fazia e vivia, pois sabia que um dia iriam reencontrar-los e viveriam felizes para sempre, mas como um homem não como Saci Perere.

Tive mais dois filhos, todos homens que acompanhavam o pai mata adentro, o aceitando como Saci Perere, o menino que não envelhecia de uma perna só, vestido um short vermelho, com um cachimbo nos lábios e um gorrinho vermelho.

 

Não mais me agrediu, tinha seus encantos e desencantos, aprendendo a viver com uma mulher que aceitou se isolar de tudo para viver naquela fazenda ao seu lado e com seus três filhos!

Acostumada com o barulho que vinha assombrando os que não conhecia ‘’ele’’, mata adentro, com suas peraltices mesmo já sendo pai, as crianças os acompanhavam sorridentes aprendendo as maluquices dele.

Felipe aceitou se isolar dos amigos e de todos para viver escondendo nas matas e protegendo a natureza.

Uns o chama de curupira, outros do filho do Saci Perere!

 

 

FIM

 

 

 

 

A vagina e o prego

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Uma vagina e um prego chamava a atenção da vizinhança toda.

Todos contavam que aquela mulher tirava um prego preso na madeira com sua vagina e carregava uma gilete dentro do útero para acertar as inimigas.

Muitos falavam, mas nem dava para acreditar numa coisa assim.

Ela era dona de um prostíbulo, muito gorda de seios grandes, andava balançando seu corpo pesado, vestia um vestido sem alças e não usava sutiã, os seios caiam pesados.

Os cabelos curtos e ruivos baixa de pele branca.

Ele desceu do seu cavalo e entrou no prostíbulo encostando-se ao balcão pediu uma pinga, enquanto o rapaz enchia o copo ele olhava as prostitutas, negras e loiras, eram até bonitinhas, mas observou uma mulher sentada num cantinho, ele queria era aquela mulher, conversava com um homem e bebia fumando um cigarro, muitos homem procuravam aquela mulher do prego, pois ficavam curiosos para ver como ele sentava no prego e o arrancava.

Miguel queria saber também como isso acontecia, morava na roça com seus pais, tinha vinte e cinco anos e juntou muito dinheiro para ir ao vilarejo e conhecer aquela mulher, era um jovem alto, magro moreno e usava um chapéu muito grande, parecia um caubói com aquelas botas, blusa xadrez e calça jeans.

Ele bebeu a pinga, disse algo no ouvido do rapaz no balcão o rapaz gritou:

__Dona Luciana!

A mulher gorda olhou para o rapaz, devia ter uns quarenta anos, levantou e andou pesadamente até o balcão, o rapaz falou algo, a musica estava alta no ambiente, alguma luzes vermelhas piscando, Miguel viu a mulher o observar de cima a baixo, falou com um olhar de desprezo:

___já tenho um companheiro que vai me dar uma boa quantia!

Miguel afastou do balcão e enfiou a mão no bolso, tirou um março de dinheiro, a mulher ficou boquiaberta e sorriu, dizendo que o outro homem podia ser outro dia mesmo, que ela ia atender o Miguel!

Luciana o levou para o quarto, ele andava tímido, as mulheres e homens entrando e saindo dos quartos.

Ela o puxou para um quarto vazia com uma cama de casal, trancou a porta, ele ouviu do quarto as mulheres gritaram fazendo sexo!

Ele sentou na cama, ela tirou o vestido largo e vermelho, os seios descidos, a barriga muito grande, vagina peluda, era gorda, mas rosto bonito.

Ela perguntou sorrindo em pé á sua frente e nua:

___O que vai querer meu anjo?

Ele não sorriu e timidamente disse:

___Quero ver-la tirar o prego da madeira com a vagina!

A mulher soltou uma gargalhada, depois o encarou dizendo:

___Tire suas roupas e deite na cama!

Ele abriu sua calça tirou o cinto e as botas e sua camisa, depois a calça e a cueca e deitou na cama.

Ela aproximou, subiu na cama, segurou o pênis dele, ficou de pernas abertas e foi descendo, subia e descia, o membro entrava na sua vagina, ela subia o corpo e descia rapidinho, começou a gritar:

___Pronto bem, estou tirando o prego, sinta minha vagina tirando o prego e o mordendo!

A vagina mordia seu membro, os seios subiam e desciam a cada levantada do corpo pesado.

Ele gozou de olhos fechados sem gemer.

A mulher fez de novo e de novo, ele já sem aquentar gozar mais, levantou e vestiu suas roupas, antes de sair se virou e disse para a mulher:

___Voltarei para tirar o prego da madeira novamente!

Ela sorriu, ele saiu do quarto, bebeu uma pinga e montou no seu cavalo.

 

 

Todo final de semana, ele ia ao prostíbulo para Luciana tirar o prego, até que Miguel se apaixonou pela prostituta e a levou para morar com ele!

 

FIM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Joaquim rola murcha.

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  Diziam os antigos que existiu um homem naquele pequeno vilarejo que nenhuma mulher fazia seu pênis subir, todas as prostitutas tentava e nada, ele trabalhava dia e noite e todo dinheiro que ganhava era para dar para alguma mulher conseguir fazer com que ele tivesse ereção e nada, tudo em vão, cansado de viver daquele jeito se mudou para um lugar afastado, numa alta montanha, comprou aquele lugar e construiu um rancho ali e ninguém aproximava do lugar, pois ele metia bala, ficava sentado numa varandinha do rancho com uma revolver e matava todos que tentasse conhecer o Joaquim rola murcha.

  Este ficou sendo seu apelido, por isso sumiu da redondeza com vergonha do apelido que lhe deram e com ódio de todas as mulheres, se uma mulher aproximasse da suas terras ele a torturava até a morte.

  Todos morriam de medo de aproximar daquela montanha.

  Melissa ouvia sempre a historia, uma moça magra, de cabelos longos avermelhados, rosto angelical, corpo perfeito de seios grandes. Não muito alta, mas muito linda.

 Ouvia seu avô lhe contar a historia sempre, não tinha vergonha de ouvir, também era uma jovem corajosa, não temia nada nem a morte, desafiava os rapazes para uma briga e o que topasse ela metia a peixeira, os pais nunca davam conta das travessuras e brabeza da moça desde menina e o sonho de Melissa era sair pelo mundo e ser feliz!

  Todos sabiam da historia daquela moça!

 Num certo dia Melissa pegou um embornal, colocou ali dentro uma faca, carne seca, uma lanterna, farinha e um vestido, vestiu um longo vestido colorido, calçou uma bota e fugiu pelo mato com um facão na mão. Era filha única, mas seus pais nem fizeram questão de mandar alguém ir em busca da moça, era teimosa e preferia a morte do que voltar, deixaram ela decidir por si próprio se voltava ou não, já tinha vinte e três anos e sabia o que fazia.

  Melissa cortava galhos de arvores, entrando mata adentro e quando percebeu estava próximo à montanha de Joaquim rola murcha.

   Já tinha anoitecido ela aproximou do rio, tirando seu vestido e se banhou na água.

  Se sentindo observada saiu da água correndo e vestiu suas roupas, olhando ao redor, procurando o que a observava.

   Gritou ao ver um homem aproximar, muito barbudo, alto e magro, com uns quarenta e cinco anos. Ele ficou em pé a observando, seus longos cabelos avermelhados molhados sobre o ombro, os olhos assustados, a viu andar devagarzinho até o facão e o colocar em porte para se defender.

  Ele a olhava com o facão e disse:

___Abaixe este facão, não vou lhe fazer mal algum!

Ela abaixou e perguntou curiosa:

___Quem é você?

O homem vestia calça comprida, uma camisa branca e uma capa preta cobria seus ombros, calçando botas de cano alto, pensou por um instante e respondeu:

___Sou Joaquim rola murcha!

Ela voltou a apontar o afiado facão, arregalou seus lindos olhos e disse:

___Você costuma torturar mulher que aproximam daqui!

Ele deu um sorrisinho e respondeu:

___Não machuco mulheres, só se algum homem aproximar da minha casa, mas mulheres eu nunca toquei um dedo para machucar!

Ela duvidou dele e perguntou lhe apontando o facão:

___Mas todas não voltam se aproximar da sua casa!

Ele desta vez soltou uma gargalhada a assustando mais ainda, ele falou:

___Moça linda, nesta região tem muitas serpentes e onças que comem gente, por exemplo, onde está com seus dentro da água, tem uma grande sucuri, se não sair daí rápido vai ser engolida por ela!

Ela pensou que ele blefava com ela, mas sentiu algo gelado no seu pé e começou a gritar e correr quando deu por si estava nos braços de Joaquim rola murcha.

  Ele a abraçou também, ficaram se olhando por um tempo, ela lembrou da coisa que tocou seu pé e voltou a observar na água escura e viu algo muito grande mexendo na água, ele também olhava e disse:

___Esta deve está de barriga cheia por isto não te esmagou e devorou!

Ela voltou a cabeça rapidamente o encarando, os dois começaram a sorrirem ao mesmo tempo, ele parou e disse:

___Vamos subir e tomar um café quente está tremendo de frio!

Ela aceitou, ele segurou na sua mão e começaram a andar.

  Ele a ajudava a subir, puxando seu braço e seu corpo subia com facilidade, ela já estava cansada de subir, as pedras desciam rolando até pararem lá embaixo, se fosse uma pessoa não sobrava nada.

  Melissa viu um lindo rancho feito de grossas madeiras, saia fumaça da chaminé, quando ele abriu a porta e entraram, ela percebeu que ali estava muito quentinho, aproximou da lareira acesa e se esquentou ele pegou uma cadeira e lhe ofereceu, ela se sentou já aquecida, ele saiu e voltou com café e leite numa xícara grande, ela tomou tudo.

  Ele a levou para um quarto, o rancho, com dois quartos, uma sala e cozinha, era muito aconchegando, dormiu num colchão muito fofo, seu corpo balançava quando ela virava para o outro lado.

  Na manhã seguinte, acordou e levantou e foi para fora do rancho, o lugar era o mais lindo que Melissa já tinha visto na sua vida, tudo lá embaixo era verde e lindo, o vento soprando seu rosto. Ouviu Joaquim rola murcha contando a lenha nos fundos, caminhou até lá e se sentou num tronco o observando cortar a lenha, ela observava o homem, ele é um homem bonito, pensou abaixando seus olhos quando ele parou de corta a lenha e tirou a camisa, o peito largo suado e liso a mostra. Ela sentada no tronco parecia uma princesa, ele se apaixonou por ela, amor a primeira vista. Ficou feliz quando ouviu ela lhe pedir:

___Posso morar com você aqui? Meu sonho era morar num lugar assim, ódio às pessoas, é ruim e só sabem criticar, aqui seria muito feliz, é um lugar maravilhoso!

Ele parou de contar a lenha e a observou dizendo:

___Sim, pode ficar, você será muito feliz aqui princesa, eu prometo!

Ela sorriu como as pessoas podiam falar tão mal daquele homem gentil e bondoso? Pensou, ele pegou a lenha e a chamou para a cozinha, ela o acompanhou, ele fez pão e café no fogão a lenha na cozinha, ela sentada numa cadeira feita por ele comeu o gostoso pão tomando o café.

  A noite os dois saíram para fora, ela olhava ao redor muito feliz, parecia um sonho aquele lugar, sentiu ele a abraçar por trás, aconchegou sua cabeça no seu peito, ele beijou seu pescoço, ela virou o corpo e o abraçou beijando seus lábios, ele correspondeu ao beijo e a levou para seu quarto com uma cama parga de colchão alto.

  Ele tirou seu vestido, a deitou com muita delicadeza na cama, deitou por cima do seu corpo, beijando seus seios.

  O membro ficou ereto, ele se sentindo feliz por isso acontecer pela primeira vez na vida, penetrou sua vagina e rompeu o hímen se sentindo o homem mais feliz do mundo, ela gemia de prazer, beijando seus musculosos braços, como uma mulher não conseguiria fazer um homem tão carinhoso e bondoso daquele feliz? Perguntava-se o beijando se sentindo muito feliz do seu lado!

Joaquim rola murcha e Melissa viveram felizes para sempre, seu membro só endureceu quando encontrou seu verdadeiro amor!

                                            FIM

 

MADALENA… A MULHER MONSTRO.

 

 

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Por mais feio que seja alguém, sempre encontra o seu amor perfeito!

Madalena, uma mulher criada por uma família desde bebê, pois foi abandonada pela mãe que trabalhando na roça a carregava dentro de um pano amarrado no seu peito, mas num descuido madalena caiu e bateu o corpinho no chão duro, foi levada para o hospital mais próximo.

Infelizmente a queda provocou muitas coisas estranhas no corpo de Madalena, os olhos ficaram arregalados, nas costas uma corcunda enorme, a mãe não queria a filha, pois estava muito feia e já não a amava mais, uma família muito pobre ficou sabendo do caso de Madalena e a levou para a casa deles.

Madalena crescia, a família começou a ver em Madalena uma escrava e foi assim que continuaram a tratá-la, como uma escrava monstro.

A família tinham sete filhos, todos homens, as crianças batiam na coitada, ela fazia tudo naquela casa e a mulher sempre encontrava algo para agredir a coitada que apanhava e todos ficavam gritando ela de Madalena a mulher monstro, ela já não tinha lagrimas para chorar de tanto sofrer nas garras daquela família.

Dormia num quartinho dos fundos e comia muito mal, os restos da comida que sobravam. Sempre ficava em cima daquele fogão, encolhidinha, enquanto os filhos da família que a criou brincavam lá fora.

Um menino vizinho de Madalena ficava observando ela andar envergada carregando a bacia com roupa para lavar no rio, ele tinha muita pena de Madalena que sofria e pensava que seu sofrimento não ia ter fim.

Aquele menino era paquerado pelas lindas meninas da sua idade, morava do lado da casa de Madalena.

Era de família pobre, ele era filho único, seus pais tinham comprado um pequeno sitio com muita dificuldade e trabalhavam plantando e colhendo para vender na feira.

O menino foi crescendo e começou a trabalhar no sitio dos pais, pois estes já estavam velhos e ficavam em casa.

Eduardo contratou novos empregados e fez uma plantação e colheu frutos bons dali, vendeu tudo para os comerciantes.

Ele montava no seu cavalo toda manhã e seguia em direção do sitio, observava Madalena já no rio lavando as panelas com carvão, podia fazer sol ou chuva que a família a obrigava ir lavar roupas e vasilhas no rio, ele ficava com muita pena dela, o vestido rasgado e sem nenhuma blusa de frio.

 

Numa manha, parou o cavalo na beira do rio e a cumprimentou:

__Bom dia madalena!

Ela levantou a cabeça humildemente e respondeu:

___Bom dia Eduardo!

Ele a observou e viu que ela não era tão feia assim, olhos verdes, mas arregalados, cabelos compridos e loiros, pele branca, um sorriso tímido e vergonhoso.

Eduardo alto e musculoso, cabelos crespos curtos, moreno de sorriso largo e branco, todas as moças pobres queriam se casar com o jovem trabalhador.

Madalena se sentiu humilhada, pensando que ele caçoava dela.

Eduardo parava todas as manhãs na beirada do rio e a cumprimentava, ela já sorria feliz.

As garotas olhavam cochichando no ouvido caçando da mulher monstro e quando Eduardo saia as moças aproximavam de Madalena e gritavam:

___Madalena a mulher monstro!

Todos ouviam, ela continuou lavando as roupas, lagrimas desciam, enquanto as meninas a ofendiam com ciúmes de Eduardo.

A mãe de Eduardo ficava observando de longe as moçinhas ofendendo Madalena e contou tudo para Eduardo.

Eduardo cansado de ver-la sofrer tanto decidiu levar Madalena para morar com ele no sítio e os pais não foram contra, pois a mulher era muito trabalhadora.

Então numa manhã Eduardo aproximou da mulher no rio e disse para ela de cabeça baixa, lavando as vasilhas:

___Venha comigo Madalena, você não vai sofrer se vier comigo!

A mulher arregalou mais os olhos o encarando, ainda lavando as vasilhas:

___Está caçando de mim Eduardo?

Ele desceu do cavalo, as moçinhas apaixonadas cochichavam de longe:

___Eu sou homem e não brinco com as pessoas, suba no cavalo e venha morar comigo!

Ela olhava assustava, mas lavou suas mãos, tirando o excesso de sabão e o carvão, enxugou no vertido e aproximou dela que a levantou e a sentou no cavalo, montou atrás e ela o abraçou pela cintura, as moçinhas com os olhos arregalados surpresas viram Eduardo tocar o cavalo e sumir com Madalena sentada do seu lado, ficaram com inveja, queria ser Madalena a mulher monstro.

Eduardo Ajudou madalena a descer do cavalo, ela ficou em pé observando tudo, a plantação esverdeada tomando conta das terras, ele segurou na sua mão e entraram no rancho de mãos dadas!

A noite Madalena fez o jantar depois de se banhar no rio, vestiu uma camisa de Eduardo que se banhava no rio enquanto ela preparava a comida.

Ele a levou para o quarto, despiu seu corpo, ela ficou envergonhada, pois na sua costa tinha uma enorme corcunda, ele não se importou, beijou seus pequeninos seios de mamilos grandes, deitou sobre seu corpo e a penetrou, ela tocava suas costas com os dedos timidamente.

Eduardo sentiu um beijo tímido no pescoço e no peito, a viu descer a cabeça e beijar seu membro, com muita timidez engoliu o pênis todo, ele gemia de prazer.

Fizeram sexo naquela noite, ele rompeu sua virgindade e o coração se apaixonou por Madalena a mulher monstro.

Madalena deu muitos filhos para Eduardo, a família dele amavam Madalena, uma mulher de garra e muito trabalhadeira, cuidava da casa e dos filhos, Eduardo lhe comprou muitos vestidos novos e sandálias, blusas de frio e tudo que ela precisava cuidando ela com muito amor!

Aparência não traz felicidade, muitas vezes só desgosto, o que importa e ser feliz, quem julga alguém só pela aparência não tem caráter e não é um bom homem!

 

Fim